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Papa critica guerra e diz que carrega foto de menino muçulmano morto no Líbano

Leão XIV falou sobre conflito no Oriente Médio ao jornal italiano 'Corriere della Sera'

24 abr 2026 - 08h16
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O papa Leão XIV voltou a afirmar que não pode apoiar conflitos armados e defendeu a construção de uma "cultura de paz" ao recordar a morte de uma criança muçulmana durante a guerra no Líbano.

    Em entrevista ao jornal "Corriere della Sera", divulgada nesta sexta-feira (24), o pontífice relatou um episódio que o marcou profundamente: "Trago comigo a foto de uma criança muçulmana que, durante minha visita ao Líbano, me esperava com uma placa que dizia 'Bem-vindo, Papa'. Então, na fase final da guerra, ela foi morta." Leão XIV reforçou que deseja incentivar a continuidade do diálogo pela paz, para que as partes se empenhem em promovê-la, afastem a ameaça de guerra e respeitem o direito internacional.

    Segundo ele, "é muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares".

    Ao comentar tensões internacionais, incluindo o cenário envolvendo o Irã, o Papa destacou a necessidade de uma nova abordagem global, já que respostas violentas a crises têm resultado na morte de inocentes.

    "Precisamos propor uma nova atitude, uma cultura de paz", afirmou ele, acrescentando que "a questão não é se devemos ou não mudar um regime, mas como promover os valores em que acreditamos sem a morte de tantas pessoas inocentes".

    De acordo com Leão XIV, "a questão do Irã é muito complexa" e as negociações em curso são incertas: "Um dia o Irã diz sim e os Estados Unidos dizem não, e vice-versa ? ninguém sabe aonde vão chegar".

    Para ele, a instabilidade nas negociações internacionais contribui para um cenário caótico de incerteza econômica e política.

    "Como Igreja ? repito, como pastor ? não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a se esforçarem para buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão", reiterou.

    Por fim, o líder da Igreja Católica revelou que tem lido cartas de famílias do Oriente Médio que perderam seus filhos no conflito. .

Ansa - Brasil
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