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Papa aprova 1ª missa para promover conscientização ambiental

Leituras bíblicas da celebração foram apresentadas no Vaticano

3 jul 2025 - 09h23
(atualizado às 09h53)
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O papa Leão XIV aprovou a introdução de uma nova celebração litúrgica para promover a conscientização ecológica global: a missa pela "proteção da Criação", informou a Sala de Imprensa da Santa Sé nesta quinta-feira (3).

Leão XIV celebrará primeira missa em Castel Gandolfo
Leão XIV celebrará primeira missa em Castel Gandolfo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A primeira cerimônia será no próximo dia 9 de julho, de forma privada, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, e usará pela primeira vez a nova fórmula de orações, que conta com elementos como "os frutos da terra, o firmamento, as criaturas".

A missa se soma aos esquemas já adotados nas celebrações "por necessidades civis". São orações e leituras, inseridas nesta nova celebração, que respondem aos pedidos sugeridos pela encíclica "Laudato si'", do papa Francisco, que surgiram nos últimos anos em Igrejas de todo o mundo.

O decreto, emitido pelo Dicastério para o Culto Divino, foi aprovado por Robert Prevost, confirmando que a proteção do meio ambiente continua sendo uma das prioridades da Igreja.

"Neste tempo, é evidente que a obra da criação está seriamente ameaçada pelo uso e abuso irresponsáveis dos bens que Deus confiou aos nossos cuidados", enfatiza o decreto, considerando "oportuno acrescentar" a nova cerimônia ao Missal Romano.

Em coletiva de imprensa, o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, explicou que, "com esta nova fórmula de orações para a missa, damos graças a Deus, nosso Criador, e rezamos para que aprendamos a cuidar do Seu dom".

"Hoje temos o prazer de apresentar uma 'Missa pelo Cuidado da Criação' (Missa pro custodia creationis), para responder aos pedidos inspirados pela Laudato si' que vieram de todo o mundo", acrescentou o religioso.

A declaração de Czerny faz referência à "encíclica revolucionária" de Jorge Bergoglio, publicada há 10 anos, na qual o pontífice argentino pediu o cuidado com a nossa "casa comum", com a ecologia integral como um novo paradigma de justiça social.

A nova fórmula litúrgica será usada pela primeira vez na próxima semana por Leão XIV, que aprovou e ordenou a divulgação desta fórmula juntamente com as leituras bíblicas correspondentes, escritas em latim.

"Será uma missa privada, pois o Papa estará de férias. Participarão aqueles que trabalham no Borgo Laudato Si' em Castel Gandolfo", explicou Czerny.

A "Missa pela Proteção da Criação" será incluída no Missal Romano, que contém 49 missas e orações para diversas necessidades e ocasiões: 20 relacionadas à Igreja, 17, a necessidades civis (onde a nova liturgia será incluída), e 12, a diversas circunstâncias.

Czerny explicou ainda que o cuidado com a criação não é um tema estranho à liturgia católica, mas sim "está sempre presente".

Para ele, isto é "um grande ato de fé, esperança e caridade", um convite a "responder com cuidado e amor, em um crescente sentido de admiração, respeito e responsabilidade".

"De fato, somos todos chamados a ser administradores fiéis daquilo que Deus nos confiou em nossas escolhas diárias e nas políticas públicas, bem como na oração, no culto e na nossa forma de viver no mundo", concluiu o cardeal.

Por fim, o secretário do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, arcebispo franciscano dom Vittorio Francesco Viola, afirmou que a iniciativa "promove o crescimento da consciência sobre a importância da proteção da criação, cujo significado profundo se revela no Mistério Pascal que a celebração torna presente".

"Porque hoje, também graças ao ensinamento do papa Francisco, estamos mais conscientes de que nos encontramos numa situação de grave crise ecológica e ambiental", alertou. 

Ansa - Brasil
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