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Países da UE querem 'devolver' 46 mil migrantes à Itália

Pedidos se baseiam no Regulamento de Dublin

29 mai 2019 14h01
| atualizado às 14h29
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Países da União Europeia querem devolver à Itália cerca de 46 mil migrantes que apresentaram pedidos de refúgio na península, mas depois escaparam para outros Estados-membros do bloco.

Migrante na cidade italiana de Ventimiglia, na fronteira com a França, uma das principais rotas migratórias dentro da UE
Migrante na cidade italiana de Ventimiglia, na fronteira com a França, uma das principais rotas migratórias dentro da UE
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Essas pessoas estão atualmente em situação irregular nesses países, já que o Regulamento de Dublin diz que a responsabilidade sobre solicitantes de refúgio deve ser do Estado-membro por meio do qual ele entrou na UE.

Os 46 mil migrantes chegaram ao bloco pela rota do Mediterrâneo Central, entre Líbia e Itália, protocolaram pedidos de refúgio e, em seguida, se deslocaram para nações do norte europeu, mais ricas e com mais oportunidades de trabalho.

O balanço foi comunicado pelo Departamento de Imigração do Ministério do Interior, pasta chefiada pelo ultranacionalista Matteo Salvini, durante uma audiência na Câmara dos Deputados.

Atualmente, devido ao fechamento dos portos ordenado por Salvini, o número de migrantes que podem voltar à Itália é maior do que o daqueles que chegam ao país pelo Mediterrâneo. Ainda de acordo com o Ministério do Interior, 40 mil pedidos de "devolução" foram feitos por Alemanha e França.

 Na sequência aparecem Holanda, Áustria, Suíça (que não faz parte da UE), Bélgica, Suécia, Reino Unido e Luxemburgo. Segundo o governo italiano, 6.574 transferências foram realizadas até o momento.

Ansa - Brasil   
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