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"Pai" do AK-47 completaria 91 anos; veja fotos do fuzil

10 nov 2010 - 10h53
(atualizado às 10h56)
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Se estivesse vivo, o inventor do fuzil AK-47, Mikhail Timofeevich Kalashnikov, completaria 91 anos nesta quarta-feira. O russo entrou para o Exército Vermelho em 1938 como motorista e mecânico de carros de combate, mas acabou descobrindo seu talento para desenvolver armas depois de se ferir em uma batalha. Hospitalizado, ouvia os soldados reclamando constantemente dos fuzis de que dispunham. Acabou projetando um protótipo de submetralhadora que não foi aceito pelas Forças armadas, mas não desistiu. Em 1947, já reconhecido e trabalhando no desenvolvimento de armas militares, chegou ao Avtomat Kalashnikova, o AK-47.

O russo Mikhail Timofeevich Kalashnikov em frente a fuzis inventados por ele, que dizia não sentir nenhum tipo de remorso
O russo Mikhail Timofeevich Kalashnikov em frente a fuzis inventados por ele, que dizia não sentir nenhum tipo de remorso
Foto: AFP

Logo depois de seu projeto mais grandioso, Kalashnikov retirou-se da vida militar, sem receber nenhum direito sobre sua criação. Curiosamente, o inventor russo ganhou dinheiro com outro produto: uma vodka que recebeu seu nome.

Fuzil mais fabricado de todos os tempos, o AK-47 deixou de ser produzido só na Rússia, e países como Bulgária, China, Hungria e Coreia do Norte receberam licença para fabricá-lo. Estima-se que 90 milhões de armas desse modelo já tenham saído das indústrias espalhadas pelo mundo.

A rusticidade e a facilidade de produção em massa caracterizam o fuzil. Além disso, é simples de ser operado e mantido e funciona bem tanto em baixas quanto em altas temperaturas. O AK-47 deixa a desejar apenas quando as exigências são precisão e ergonomia.

Embora tenha sido popularizado por nações do bloco comunista durante a Guerra Fria, o fuzil inventado por Kalashnikov ainda é muito utilizado em países do Oriente Médio e pertencentes ao pacto de Varsóvia. O baixo preço e a facilidade de ser encontrado no mercado negro, o tornam acessível também a grupos terroristas. Ainda que considerado ultrapassado diante de equipamentos cada vez mais modernos, continua ideal para troca de tiros intensa. Segundo o Guinness Book, é a segunda arma de fogo mais utilizada no mundo atualmente.

Fonte: Redação Terra
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