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Turcos sequestrados pelo Estado Islâmico são libertados

Pelo menos 18 jihadistas morreram durante um ataque de míilícias curdas

20 set 2014
10h46
atualizado às 16h25
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Os 49 cidadãos turcos sequestrados desde junho pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque foram libertados e estão na Turquia, anunciou o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu.

<p>O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu (ao centro), joga para o alto a filha do Cônsul Geral da Turquia em Mossul, Ozturk Yilmaz, ao comemorar a chegada dos reféns do Estado Islâmico </p><p> </p>
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu (ao centro), joga para o alto a filha do Cônsul Geral da Turquia em Mossul, Ozturk Yilmaz, ao comemorar a chegada dos reféns do Estado Islâmico
Foto: Reuters

"Nossos compatriotas chegaram à Turquia durante a manhã", afirmou Davotuglu, que não revelou detalhes sobre as condições de libertação dos sequestrados.

Os 49 turcos foram capturados em 11 de junho, quando os combatentes do EI assumiram o controle do prédio do consulado turco de Mossul, norte do Iraque.

Entre as vítimas estavam o cônsul geral e sua esposa, vários diplomatas e seus filhos, assim como integrantes das forças especiais turcas. 

Fontes de segurança disseram à Reuters que os reféns foram soltos durante a madrugada na cidade de Tel Abyad, no lado sírio da fronteira com a Turquia, depois de serem transferidos da cidade síria de Raqqa, um reduto do Estado Islâmico. Autoridades se negaram a dar detalhes sobre a operação de resgate.

<p>Reféns celebram sua libertação com familiares no aeroporto de Esenboga, Ancara, em 20 de setembro </p>
Reféns celebram sua libertação com familiares no aeroporto de Esenboga, Ancara, em 20 de setembro
Foto: Reuters

Jihadistas mortos em ataques
Pelo menos 18 combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram neste sábado em um ataque realizado pelas milícias curdas na cidade de Kobani, no norte da Síria.

As chamadas Unidades de Proteção do Povo Curdo abordaram cinco veículos que transportavam os membros do EI na periferia de Kobani, informou em comunicado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Um dos jihadistas mortos na emboscada, que causou também um número indeterminado de feridos, é de nacionalidade chinesa.

Os confrontos entre ambos lados continuam nos arredores desta cidade, situada na província de Aleppo e um dos principais enclaves curdos do norte da Síria.

Nos últimos três dias, o EI tomou o controle de mais de 60 povoados nas imediações de Kobani, segundo os dados do Observatório, que advertiu que se desconhece o paradeiro de dezenas de civis destas áreas, que poderiam ter sido sequestrados ou executados pelos jihadistas.

Os curdos sírios estão apresentando uma dura resistência ao avanço do EI, que em junho proclamou um califado no Iraque e na Síria, e seus enclaves foram anteriormente alvo dos jihadistas.

Os curdos sírios se concentram principalmente na província de Al Hasaka (nordeste) e nas regiões de Afrin e Kobani, em Aleppo, (norte) e representam 9% da população do país.

Ofensiva antiaérea
Os combatentes do Estado Islâmico (EI) empregaram nas ultimas horas defesa antiaérea contra a aviação militar dos Estados Unidos no norte do Iraque, informou neste sábado à Agência Efe uma fonte de segurança.

<p>Caças franceses sobrevoam o Iraque em 19 de setembro</p>
Caças franceses sobrevoam o Iraque em 19 de setembro
Foto: Jean-Luc Brunet/ ECPAD / AP

Os caças americanos efetuaram na última sexta-feira intensas missões de reconhecimento sobre a cidade de Mossul, controlada pelo EI desde junho, e os extremistas responderam com disparos de defesa antiaérea de calibre 57 milímetros.

O analista militar Amre Ismail, um piloto aposentado da aviação iraquiana, explicou à Efe que as armas utilizadas pelo EI nestes ataques são "tradicionais e antigas", motivo pelo qual é praticamente impossível que alcancem os aviões americanos.

Ismail acrescentou que os caças F16 voam a uma altura fora do alcance da defesa antiaérea dos jihadistas, que não supera os 5.700 metros.

O analista destacou, além disso, que, mesmo se os combatentes do EI empregassem mísseis antiaéreos modernos, os aviões americanos têm um sistema de infravermelhos para detectar qualquer perigo.

O EI derrubou há quatro dias um caça do exército sírio na cidade de Al Raqqah, no nordeste da Síria e reduto do grupo jihadista.

Os extremistas tomaram o controle de Mossul no último dia 10 de junho e dali avançaram por outras áreas do norte do Iraque, até proclamar um califado islâmico no território iraquiano e sírio sob seu controle.

Ontem, caças franceses realizaram seus primeiros bombardeios contra posições dos jihadistas no Iraque e destruíram completamente um depósito logístico no nordeste do país.

Refugiados
O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, recebeu neste sábado no aeroporto Roissy-Charles de Gaulle de Paris 150 refugiados iraquianos, um dia depois que aviões franceses começaram a bombardear posições do grupo jihadista.

"Esses refugiados viajavam a bordo de um avião fretado pelas autoridades francesas, que viajou ao Iraque com mais de 10 toneladas de material humanitário", afirmou a diplomacia francesa em comunicado.

O objetivo da França, segundo a nota ministerial, passa por "mobilizar a comunidade internacional em todas as frentes: política, humanitária e militar", acrescentou.

A amparada aos refugiados acontece na mesma semana na qual Paris recebeu uma cúpula sobre o Iraque para formar uma grande coalizão de ajuda a esse país e antes que na próxima semana comece em Nova York a Assembleia Geral da ONU que reunirá grande parte dos líderes mundiais e na qual o avanço do EI será um dos temas destacados.

Com informações da AFP, Reuters e EFE.

Fonte: Terra

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