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Kerry chega a Bagdá em visita surpresa no meio da crise

Secretário de Estado americano se reuniu com o premiê iraquiano Nuri al-Maliki para discutir a atual ofensiva jihadista

23 jun 2014
04h33
atualizado às 09h29
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Secretário de Estado americano se reuniu, nesta segunda-feira, com o premiê iraquiano Nuri al-Maliki para discutir a atual ofensiva jihadista
Foto: Reuters

O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou nesta segunda-feira a Bagdá em uma visita surpresa para analisar com as autoridades o conflito no Iraque, informaram à Agência EFE fontes governamentais do Iraque.

Kerry se encontrou com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, para pressionar por um governo mais inclusivo num momento em que forças federais abandonaram postos na fronteira com a Jordânia, deixando toda a fronteira oeste do Iraque fora do controle governamental.

Tribos sunitas assumiram o controle de um posto de passagem na fronteira entre o Iraque e a Jordânia na noite de domingo, depois que o Exército do Iraque se retirou da área após um confronto com rebeldes, disseram fontes do setor de inteligência iraquiano e jordaniano.

As tribos estão negociando a entrega do posto aos insurgentes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que, no fim de semana, assumiram o controle de dois importantes postos de passagem na fronteira síria.

Kerry iria "discutir as ações em andamento dos EUA para ajudar o Iraque num momento em que se confronta com essa ameaça e fazer um apelo aos líderes iraquianos para que conduzam o mais rápido possível seu processo de formação do governo, de modo a formar um governo que represente os interesses dos iraquianos", disse a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki.

O secretário americano declarou, no domingo, que os Estados Unidos não iriam definir ou escolher quem dirige Bagdá. Ele afirmou, contudo, que o governo norte-americano notou a insatisfação entre curdos, sunitas e alguns xiitas com o modo de Maliki governar o país e enfatizou que os EUA querem que os iraquianos "encontrem uma liderança que esteja preparada para ser inclusiva e dividir o poder".

Ainda ontem, o secretário de Estado pediu aos iraquianos que se unam para enfrentar o terrorismo em seu país e apontou que seu país não vai se envolver na política do Iraque.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse que os EUA acreditam que houve uma desaceleração no avanço dos militantes rumo a Bagdá, embora a tomada de remotas passagens de fronteira seja motivo de grande preocupação.

A estadia de Kerry em Bagdá deve ser curta e ele seguirá para Erbil, para se reunir com o presidente da região autônoma do Curdistão, Massoud Barzani.

O secretário de Estado começou ontem uma viagem pelo Oriente Médio e Europa para abordar principalmente a situação no Iraque.

Bagdá pediu aos EUA que lance bombardeios aéreos contra os insurgentes, mas até o momento Washington se limitou a destacar 300 assessores militares, insistindo em que isto não representa reiniciar suas operações de combate no Iraque e que a solução para o problema não passa por uma via exclusivamente militar.

 

Foto: Arte Terra

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EFE   
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