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Israel reinicia ofensiva contra Gaza após fim da trégua

Após dois incidentes envolvendo israelenses nesta segunda-feira, o exército do país anunciou fim da trégua

4 ago 2014
12h50
atualizado às 13h13
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O exército israelense anunciou nesta segunda-feira que retomou sua ofensiva contra a Faixa de Gaza após sete horas de uma trégua decretada unilateralmente por Israel.

"Nós retomamos nossas operações, os ataques aéreos contra as infraestruturas terroristas em Gaza", declaoru à AFP o porta-voz Peter Lerner.

Neste mesmo dia, Israel reclamou a morte de um soldado, que teria sido baleado próximo por um individuo que seguia em uma moto nas imediações da Universidade Hebraica de Jerusalém, na parte leste da cidade, informou a polícia.

O suspeito do crime, que foi detido após perseguição, fugiu em direção ao bairro vizinho de Wadi Jozz, em uma zona palestina da cidade, o que fez as autoridades tratar o caso como um atentado por motivo político ou de caráter nacionalista.

A agressão ocorreu três horas depois que um homem de 25 anos morreu e outros seis ficaram feridos em uma zona industrial de Jerusalém, onde um palestino assumiu a condução de uma escavadeira e chegou a virar um ônibus de linha antes de ser abatido a tiros por guardas de segurança que se encontravam no local.

Agentes da Estrela de Davi Vermelha (equivalente à Cruz Vermelha) informaram que o ferido no ataque próximo à Universidade é um soldado israelense de 20 anos, que foi atendido no local e, na sequência, foi levado a um hospital.

A tensão na cidade santa é notável desde o desaparecimento de três adolescentes judeus em um cruzamento da Cisjordânia, no dia 12 de junho, cujos corpos apareceram três semanas depois em um terreno descampado da cidade palestina de Hebron.

Após o enterro das vítimas citadas, um adolescente palestino de Jerusalém Oriental também foi sequestrado e queimado vivo por membros da extrema direita israelense.

Além disso, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza provocou várias mostras de repulsa por parte da população palestina, especialmente na Cisjordânia, onde a cada semana centenas de jovens se reúnem em manifestações, as quais, devido à repressão das forças de segurança, costumam terminar com feridos e detidos.

Hoje, enquanto a ambulância levava o corpo do agressor palestino que assumiu a condução da escavadeira, jovens israelenses cantaram lemas racistas e aplaudiram a ação dos agentes de segurança.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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