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Oriente Médio

Cruz Vermelha condena ataques a equipe humanitária em Gaza

27 jul 2014 - 18h35
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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha condenou, neste domingo, fortemente a "alarmante série de ataques contra os trabalhadores humanitários, as ambulâncias e os hospitais" na ofensiva israelense contra Gaza, e disse que "esses atos constituem uma grave violação do direito da guerra."

  Palestinos roda uma maca carregando um menino, que disse que os funcionários do hospital foi ferido em um ataque aéreo israelense em uma casa, na Cidade de Gaza 09 de julho de 2014
Palestinos roda uma maca carregando um menino, que disse que os funcionários do hospital foi ferido em um ataque aéreo israelense em uma casa, na Cidade de Gaza 09 de julho de 2014
Foto: Ahmed Zakot / Reuters

O órgão detalhou que há dois dias um voluntário do Crescente Vermelho Palestina morreu enquanto tentava ajudar os feridos em Khuza'a (sul da Cidade de Gaza) e quando outros voluntários paramédicos tentaram socorrê-lo também foram tomados como alvo.

Também na sexta-feira passada, outro voluntário foi morto e três ficaram feridos em Beit Hanoun. "Esse conflito está levando a pagar um custo incomodamente alto aos civis", disse em comunicado o CICV, que colabora de forma muito próxima com o Crescente Vermelho Palestina para que esta possa completar sua missão de auxílio através dos 400 voluntários com os quais conta.

"As pessoas vivem no medo permanente de uma morte violenta e muitas estão extenuadas porque levam vários dias sem dormir pelo estrondo dos ataques e o terror que isso infunde durante a noite", relatou.

Segundo a organização humanitária, todos os habitantes de Gaza (1,8 milhão) foram afetados pela operação militar de Israel e "todos se encontram na linha de fogo."

A situação é ainda pior desde o dia 17, quando à ofensiva aérea israelense uniu-se a terrestre, acrescentou.

Do lado de Israel, o CICV deu conta de três mortos civis e 77 feridos, assim como de danos em todo o país.

De sua sede em Genebra, a Cruz Vermelha Internacional informou que está "perseverando no diálogo" com Israel (à qual se refere como "potência ocupante") para proteger aos civis dos ataques, além de garantir a ordem pública e a segurança.

Entre as prioridades, segundo o CICV, estão: restabelecer o acesso das pessoas à água, à assistência médica e a um alojamento provisório para os deslocados, que segundo números deste domingo da ONU já chegam a 200 mil.

No entanto, enfatizou que a ajuda humanitária pode ser um alívio ao sofrimento, mas não pode impedir isso, o que só se conseguirá "com uma ação eficaz em nível político."

A ofensiva militar contra Gaza causou a morte de 1.053 palestinos, 73% deles civis, e deixou cerca de 6 mil feridos, grande parte deles crianças.

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Foto: Arte Terra
EFE   
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