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Oriente Médio

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BBC é criticada por não transmitir apelo de ajuda a Gaza

24 jan 2009 - 13h55
(atualizado às 14h25)
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Neste sábado, o governo britânico pediu à BBC que mude de idéia quanto à recusa em transmitir um apelo por ajuda humanitária a vítimas da guerra em Gaza.

A BBC disse que a transmissão do apelo do Comitê de Desastres Emergenciais (DEC, na sigla em inglês), uma coalizão de 13 agências humanitárias, comprometeria a imparcialidade de sua cobertura.

"A coisa mais importante que podemos fazer pelas pessoas que estão sofrendo é continuar a fazer reportagens. E nós temos feito um trabalho exemplar, reportando o sofrimento das pessoas de Gaza", afirmou Caroline Thomson, chefe de operações da BBC.

"Se perdermos a confiança do público porque parecemos apoiar um lado em vez do outro, então teremos prejudicado as próprias instituições de caridade, assim como todas as outras partes envolvidas".

A transmissora Sky assumiu a mesma posição ao pronunciar-se sobre o apelo do governo britânico. Já a ITV informou que irá levar o apelo ao ar. Mas a BBC chamou mais a atenção do que as outras, pois trata-se de uma rede pública.

Douglas Alexander, secretário de Desenvolvimento Internacional, disse que o público britânico sabe distinguir o apoio à ajuda humanitária da cobertura parcial sobre o conflito.

"Diante do tamanho do sofrimento das pessoas em Gaza neste momento, eu realmente não consigo ver credibilidade neste tipo de argumento", disse.

A BBC alegou que o acesso das organizações humanitárias a Gaza está restrito de qualquer maneira. Mas Alexander diz que voluntários e suprimentos conseguiram chegar à Faixa de Gaza na sexta-feira.

"Não acho que o acesso limitado seja uma justificativa adequada para não transmitir um apelo para que tentemos lidar com uma situação humanitária que ainda é terrível", disse Alexander à rádio BBC.

Políticos e grupos humanitários escreveram à BBC para tentar convencê-la a rever sua decisão. Centenas de pessoas também fizeram uma manifestação diante de uma das sedes da BBC Londres.

Durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que durou 22 dias, cerca de 1,3 mil palestinos foram mortos e mais de 5 mil ficaram feridos. Do lado israelense, 13 pessoas morreram. Israel afirmou que a ofensiva tinha o objetivo impedir que o Hamas continuasse a lançar foguetes em seu território.

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