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Órgão regulador dos EUA proíbe importação de roteadores estrangeiros, por preocupações com segurança

23 mar 2026 - 20h19
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A Comissão Federal de Comunicações dos ‌Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a proibição da importação de todos os novos roteadores de consumo fabricados no exterior, a mais recente repressão a equipamentos eletrônicos fabricados na China devido a preocupações com a segurança.

Estima-se que a China controle pelo menos 60% do mercado ⁠norte-americano de roteadores domésticos, caixas que conectam computadores, telefones e dispositivos inteligentes ‌à internet.

A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso dos modelos existentes, mas proibirá os novos.

A agência disse ‌que uma análise convocada pela Casa Branca ‌considerou que os roteadores importados representam "um grave risco de segurança ⁠cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA."

Segundo a comissão, agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual", citando seu papel ‌em grandes hacks como o Volt e o Salt Typhoon.

A determinação ‌inclui uma isenção para ⁠roteadores que o ⁠Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis.

Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança ⁠sobre os roteadores fabricados na ‌China e o representante John ‌Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC.

"A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os ⁠implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar.

"Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no ‌centro disso."

A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato.

No mês passado, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, processou a ⁠TP-Link Systems, fabricante de roteadores sediada na Califórnia, que se originou de uma empresa chinesa, por supostamente comercializar seus dispositivos de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos.

A TP-Link Systems disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação, acrescentando que o governo chinês não tinha nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários.

A Reuters informou no mês passado que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link.

Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

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