Opositora venezuelana pede intercessão de Papa por presos políticos e desaparecidos
María Corina Machado se reuniu com Leão XIV no Vaticano
A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, se reuniu nesta segunda-feira (12) com o papa Leão XIV, no Vaticano, e pediu pela sua intercessão em prol de todos os cidadãos do país sul-americano que continuam sendo sequestrados e estão desaparecidos.
A informação foi revelada em comunicado divulgado pelo comitê político ao qual a ativista pertence. "Tive a bênção e a honra de poder me encontrar com Sua Santidade e expressar nossa gratidão por seu apoio contínuo ao que está acontecendo em nosso país", afirmou.
Durante o encontro com o Pontífice, Machado também destacou o sofrimento do povo venezuelano: "Transmiti a ele a força do povo venezuelano, que permanece firme e orando pela liberdade da Venezuela".
Por fim, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, que também se encontrou com o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, apelou para Leão XIV interceder "por todos os venezuelanos que continuam sendo sequestrados e desaparecidos" e pela "libertação de todos os presos políticos em nosso país".
Até o momento, o Vaticano não forneceu detalhes sobre o encontro, apenas citou o nome de Corina Machado na lista oficial de pessoas recebidas pelo Pontífice ao longo da manhã.
A reunião ocorre pouco mais de uma semana depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, em uma operação militar realizada no dia 3 de janeiro.
A ofensiva levou Leão XIV a alertar que é preciso "respeitar a vontade do povo venezuelano", em discurso para o corpo diplomático no Vaticano.
Na ocasião, o Papa destacou também a necessidade de "construir uma sociedade fundada na justiça, na verdade, na liberdade e na fraternidade" para tirar o país da "crise que o aflige há muitos anos".
Paralelamente, o jornal "The Washington Post" revelou que o Vaticano tentou intervir para garantir asilo a Maduro, dias antes da ofensiva norte-americana que também capturou a esposa do líder chavista, Cilia Flores.
Na véspera de Natal, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal italiano Pietro Parolin, número 2 na hierarquia da Cúria Romana, teria convocado com urgência o embaixador americano na Santa Sé, Brian Burch, para pedir esclarecimentos sobre os planos dos EUA para a Venezuela.