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Oposição acusa governo Meloni de deslegitimar protestos na Itália

Líderes da Aliança Verdes e Esquerda condenaram violência e pediram investigação

18 out 2026 - 11h20
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Resumo
A oposição italiana, liderada pela Aliança Verdes e Esquerda, repudiou a violência em protestos recentes, mas acusou o governo de Giorgia Meloni de usar os distúrbios para deslegitimar pautas pacíficas contra o alto custo de vida. Os líderes Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni defenderam investigar as mobilizações e criticaram os gastos com a indústria bélica em vez de aportes em saúde, educação e salários, propondo uma alternativa progressista para conter a perda do poder de compra no país.

A oposição da Itália condenou neste domingo (18) os episódios de violência registrados nas manifestações realizadas no país no dia anterior e acusaram o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni de explorar os acontecimentos para deslegitimar os protestos.

    Durante a assembleia em Roma, o líderes da Aliança Verdes e Esquerda (AVS), Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni, criticaram os confrontos entre manifestantes e a polícia, mas pediram uma investigação completa sobre as mobilizações.

    Bonelli afirmou que os responsáveis pelos atos violentos prejudicam as reivindicações legítimas de manifestantes que foram às ruas em defesa de melhores escolas e contra o alto custo de vida.

    Além disso, ressaltou que a maioria dos participantes se manifestou pacificamente e rejeitou as acusações de que seu grupo teria incentivado a violência.

    Bonelli também criticou as prioridades econômicas e militares do governo de Meloni. A AVS defende que os recursos destinados à defesa sejam direcionados à saúde pública, aos salários e à modernização da economia italiana.

    O dirigente da aliança se opõe, em particular, ao compromisso de elevar os gastos militares a 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Segundo ele, a política econômica do governo favorece os interesses da indústria bélica em detrimento das necessidades da população. Bonelli afirmou ainda que o crescimento da AVS e suas propostas nas áreas social, trabalhista, ambiental e energética têm provocado reações de adversários políticos.

    Já Fratoianni disse que a violência não pode ser tratada como resposta legítima aos problemas sociais, mas defendeu uma investigação mais aprofundada sobre a mobilização de jovens em torno do movimento "Itália na Praça", responsável pela convocação de manifestações recentes.

    Para ele, além de condenar os atos violentos, é necessário compreender a origem e a organização desses grupos, especialmente diante da participação de jovens.

    Fratoianni ressaltou que não pretende alimentar teorias conspiratórias, mas considera importante esclarecer quem está por trás das convocações e quais fatores explicam a adesão dos participantes.

    O dirigente também reconheceu que ainda existem divergências entre as forças progressistas sobre a guerra na Ucrânia, embora tenha afirmado que as negociações avançam e que um entendimento poderá ser alcançado em breve.

    Fratoianni defendeu ainda que o campo progressista apresente uma alternativa econômica clara ao governo Meloni, com prioridade para investimentos em saúde, educação, pesquisa e remuneração dos trabalhadores. De acordo com ele, os salários perderam 9,2% do poder de compra desde 2021.

    O dirigente também propôs investimentos na transição agroecológica, na soberania alimentar e na produção de alimentos saudáveis, além de criticar o avanço da concentração econômica em grandes empresas e redes de distribuição, em detrimento de pequenos e médios negócios.

    Para Fratoianni, a convergência em torno dessas propostas é fundamental para ampliar o apoio à aliança progressista, inclusive entre os eleitores mobilizados pelo referendo sobre a Justiça. O objetivo, afirmou, é construir uma alternativa política capaz de responder às dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pela população italiana. .

Ansa - Brasil
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