OPEP+ chega a acordo para manter meta de produção em dezembro, dizem fontes
A OPEP+ concordou em manter inalteradas suas metas de produção de petróleo para dezembro, sem novos ajustes previstos até 2026. A decisão, tomada em reunião online por sete membros-chave liderados por Arábia Saudita e Rússia, ocorre enquanto produtores do Golfo elevam exportações afetadas por conflitos no Irã, embora a maioria ainda opere abaixo das cotas. O grupo mantém cortes de 2 milhões de barris diários até o fim de 2026 e focará na revisão da capacidade produtiva para definir as metas de 2027.
Os países produtores de petróleo da OPEP+ chegaram a um acordo em princípio para manter inalteradas metas de produção da commodity em dezembro, segundo informaram à Reuters três fontes a par do assunto, em linha com as expectativas de que não haverá novos ajustes na política de produção até o próximo ano.
A decisão foi acertada em uma reunião online no domingo (horário local) que contou com a participação de sete membros principais da OPEP+: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã.
O acordo foi obtido em um momento em que os membros do Golfo vêm aumentando as exportações, que ficaram prejudicadas por meses devido à guerra no Irã. A maioria, no entanto, ainda está produzindo bem abaixo de suas metas de produção.
A OPEP+ é composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e por aliados, incluindo a Rússia.
Em setembro, a OPEP+ concluiu a reversão gradual do corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, inicialmente acordado em 2023. As interrupções causadas pela guerra no Irã fizeram com que os produtores do Golfo ficassem abaixo de suas cotas.
A Reuters informou em julho que a OPEP+ provavelmente não faria alterações em suas metas durante o quarto trimestre, já que volta seu foco para as negociações de cotas de 2027.
O grupo ainda tem mais uma rodada de cortes de produção de cerca de 2 milhões de bpd, abrangendo a maioria dos membros até o final de 2026.
A OPEP+ precisa finalizar uma revisão da capacidade de produção dos membros durante o quarto trimestre antes de definir as bases de referência para 2027, que determinarão as cotas futuras e definirão os planos para reverter esses cortes, segundo fontes.
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