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ONU faz apelo por resposta imediata à crise humanitária no Oriente Médio

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou na sexta-feira (6) que a guerra no Oriente Médio constitui uma "grande crise humanitária" que exige uma resposta imediata. Milhares de pessoas já estão deslocadas e tiveram de buscar refúgio em vários países da região.

6 mar 2026 - 11h51
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"A escalada da crise no Oriente Médio constitui uma grande emergência humanitária que exige uma resposta imediata em toda a região e no Sudeste Asiático", afirmou Ayaki Ito, diretor da Divisão de Apoio a Emergências e Programas do ACNUR, em entrevista a jornalistas em Genebra.

Pessoas deslocadas dos subúrbios do sul de Beirute, após o alerta do exército israelense que levou os moradores a evacuarem a região, descansam na Praça dos Mártires em Beirute, Líbano, em 6 de março de 2026.
Pessoas deslocadas dos subúrbios do sul de Beirute, após o alerta do exército israelense que levou os moradores a evacuarem a região, descansam na Praça dos Mártires em Beirute, Líbano, em 6 de março de 2026.
Foto: REUTERS - Khalil Ashawi / RFI

"A recente escalada das hostilidades e dos ataques no Oriente Médio provocou um deslocamento populacional significativo, enquanto os confrontos ao longo da fronteira entre Afeganistão e Paquistão também forçaram milhares de famílias a fugir", acrescentou.

As regiões afetadas já abrigam quase 25 milhões de pessoas, entre refugiados, deslocados internos e indivíduos que retornaram recentemente para casa, segundo o ACNUR. "Esforços estão em andamento para fornecer assistência humanitária vital aos países afetados em toda a região", declarou Ayaki Ito.

Ele também destacou que "é imprescindível que todos os civis forçados a cruzar fronteiras em busca de refúgio possam fazê-lo em segurança". O ACNUR monitora a situação no Irã, onde atua desde 1984 e onde afirma ser a maior agência da ONU, com escritórios em Teerã e outras cinco unidades regionais.

A agência conta com aproximadamente 110 funcionários no país e "continua operando com capacidade reduzida", informou Ayaki Ito. "Nossos funcionários estão em risco", afirmou, "e refugiados continuam chegando aos nossos centros de acolhimento".

Antes da guerra no Oriente Médio, o Irã abrigava 1,65 milhão de refugiados e outras pessoas que necessitavam de proteção internacional, segundo o ACNUR, que, de acordo com seu representante, segue oferecendo assistência e apoio apesar dos desafios logísticos.

Sírios deixam o Líbano

Nesta sexta-feira, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que cerca de 50 mil sírios retornaram ao país vindos do Líbano na última semana.

A OIM está observando "movimentos transfronteiriços significativos", segundo o chefe da missão no Líbano, Mathieu Luciano.

"Quase 50 mil sírios cruzaram a fronteira libanesa rumo à Síria na última semana, sem contar aqueles que conseguiram atravessar ontem após ordens de evacuação", afirmou em comunicado enviado à imprensa, citando dados oficiais.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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