Onda de calor deixará mais de 20 cidades da Itália em alerta vermelho até domingo
Altas temperaturas estão agravando seca e incêndios no país europeu
A Itália enfrenta a quarta onda de calor do ano, com temperaturas em forte elevação e um cenário de alerta máximo para a saúde pública.
Até o próximo domingo (2), 23 das 27 principais cidades monitoradas pelo Ministério da Saúde italiano estarão em alerta vermelho, o nível mais grave da escala de risco climático.
A classificação representa uma situação de emergência provocada por calor intenso e prolongado, com risco elevado à saúde de toda a população, incluindo pessoas jovens e saudáveis.
Nesta sexta-feira (31), 11 cidades estão sob alerta máximo: Bolzano, Campobasso, Civitavecchia, Florença, Frosinone, Latina, Perugia, Rieti, Roma, Turim e Viterbo.
No sábado (1º), a lista subirá para 19 municípios, com a inclusão de Bolonha, Brescia, Cagliari, Milão, Nápoles, Pescara, Veneza e Verona. Já no domingo (2), será a vez de Catânia, Gênova, Palermo e Trieste entrarem na relação, elevando para 23 o número total de cidades em alerta vermelho.
Segundo o meteorologista Lorenzo Tedici, do portal iLMeteo.it, o calor deve se intensificar nos próximos dias, e as temperaturas podem alcançar 40°C em cidades como Florença, Modena e Terni. A partir de sábado a previsão aponta máximas de 41°C em Terni e 40°C em Ferrara, Mântua, Modena e Parma.
Embora haja possibilidade de uma leve queda nos termômetros nos próximos dias, com temperaturas entre 38°C e 39°C, o aumento da umidade e das temperaturas noturnas deve manter a sensação de calor extremo até pelo menos o período entre 8 e 10 de agosto.
A onda de calor já provoca consequências em diferentes regiões do país. Em Cremona, na Lombardia, o nível do rio Pó atingiu uma das marcas mais baixas da história. Ontem (30), o rio chegou a -8,59 metros na estação de monitoramento da Aipo, sob a ponte de ferro que liga a cidade à província de Piacenza, superando o recorde anterior registrado em junho de 2022, quando havia alcançado -8,58 metros.
Além da seca, os incêndios florestais voltaram a preocupar autoridades. Na região de Gargano, na Puglia, um grande incêndio próximo à cidade costeira de Peschici obrigou a Guarda Costeira a retirar centenas de pessoas das praias pelo mar no último fim de semana.
O calor extremo também afeta a economia, principalmente o setor agrícola. No Piemonte, por exemplo, as altas temperaturas estão antecipando a colheita das uvas, alterando o ciclo tradicional de produção.
Cientistas apontam que o aumento da frequência e da intensidade de fenômenos extremos, como ondas de calor, secas, tempestades severas e enchentes, está relacionado à crise climática impulsionada pelas emissões de gases de efeito estufa geradas pela atividade humana.
Entre os principais responsáveis pelo aquecimento global está a queima de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, fontes de energia que continuam sendo utilizadas em larga escala e movimentam grandes volumes financeiros no setor energético mundial.
Com a persistência do calor intenso, autoridades italianas recomendam cuidados redobrados, especialmente para idosos, crianças, pessoas com problemas de saúde e trabalhadores expostos ao sol. .
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.