Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

OMS alerta que crise sanitária em Gaza pode se agravar com a chegada das chuvas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (1º) para o risco de agravamento das condições de saúde na Faixa de Gaza com a aproximação da estação chuvosa. A maior parte da população do enclave ainda vive em condições precárias.

1 set 2026 - 11h29
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A OMS alertou que a crise sanitária em Gaza pode piorar com as chuvas de inverno, que ameaçam espalhar lixo e esgoto em acampamentos superlotados. A contaminação da água triplicou entre janeiro e agosto, dobrando os casos de diarreia aguda. Com 94% da população dependente de ajuda humanitária, a agência pede que Israel suspenda as restrições à entrada de suprimentos médicos e laboratoriais para conter novos surtos de doenças e apoiar o já sobrecarregado sistema de saúde local.

"Embora ainda não consigamos fornecer à população a quantidade mínima de água necessária, a qualidade e a contaminação da água continuam sendo um grande problema", afirmou Reinhilde Van de Weerdt, representante da OMS para o Território Palestino Ocupado, a jornalistas em Genebra, falando a partir de Gaza.

Entre janeiro e agosto deste ano, mais de 6.700 amostras de água foram analisadas. Segundo a OMS, a contaminação microbiológica quase triplicou, passando de menos de 6% em janeiro para mais de 18% em agosto.

Isso levou a "um aumento significativo dos casos de diarreia aquosa aguda no mesmo período. O número quase dobrou, passando de cerca de 27 mil em março para mais de 48 mil em agosto", afirmou Van de Weerdt.

Ela destacou que a grande maioria dos moradores de Gaza ainda vive em tendas improvisadas, em acampamentos cercados por montes de lixo que chegam a vários metros de altura.

A aproximação da estação chuvosa e do inverno pode agravar uma situação sanitária já bastante precária. Com a inundação dos assentamentos superlotados, o esgoto, o lixo e a água contaminada "se espalharão pelos espaços onde os moradores dormem, cozinham e cuidam de seus filhos", aumentando o risco de doenças transmitidas pela água.

Pragas, mosquitos, mofo e bactérias também tendem a proliferar, enquanto o sistema de saúde de Gaza, já sobrecarregado, enfrenta dificuldades para responder a novos surtos de doenças.

Imagem de arquivo. Uma mulher arruma sua barraca enquanto crianças estão dentro de um acampamento improvisado que abriga palestinos deslocados após fortes chuvas no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, em 11 de dezembro de 2025.
Imagem de arquivo. Uma mulher arruma sua barraca enquanto crianças estão dentro de um acampamento improvisado que abriga palestinos deslocados após fortes chuvas no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, em 11 de dezembro de 2025.
Foto: RFI

Abastecimento de água

"Precisamos urgentemente de mais abrigos permanentes, de um abastecimento de água sustentável, tanto em quantidade quanto em qualidade, e de sistemas de gestão de resíduos", além de suprimentos laboratoriais para identificar rapidamente as causas das doenças, enfatizou a representante.

No entanto, ela ressaltou que suprimentos essenciais de laboratório e diagnóstico, incluindo reagentes necessários para testes, ainda não têm autorização para entrar em Gaza. Por isso, a OMS apela às autoridades israelenses para que "permitam a entrada rápida, sem entraves e em larga escala, de medicamentos e suprimentos essenciais".

A entrada e a distribuição de ajuda humanitária continuam sujeitas a restrições impostas por Israel, incluindo inspeções de cargas, autorizações de acesso, limitações à circulação de equipes humanitárias e restrições à entrada de determinados materiais considerados sensíveis. Essas limitações são apontadas por agências humanitárias como um dos principais obstáculos à resposta à crise.

A ONU descreve a situação humanitária em Gaza como crítica e denuncia graves violações do direito internacional desde o início do conflito, em outubro de 2023. Segundo a organização, cerca de 1,98 milhão de palestinos, o equivalente a 94% da população, necessitam de abrigo ou de algum tipo de assistência para atender às suas necessidades básicas.

Além da destruição de edifícios, a crise provoca escassez de barracas, energia, combustível e equipamentos essenciais para dormir, cozinhar, higienizar-se e armazenar água.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra