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Tim Cook deixa de ser CEO da Apple e sucessor assume a partir de hoje

Cofundador da empresa, junto com Steve Jobs, Cook estava no cargo havia 15 anos

1 set 2026 - 10h31
(atualizado às 10h47)
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Tim Cook deixa de ser o CEO da Apple e passa o cargo para John Ternus nesta terça-feira, 1º
Tim Cook deixa de ser o CEO da Apple e passa o cargo para John Ternus nesta terça-feira, 1º
Foto: Montagem: Melissa Phillip/Houston Chronicle via Getty Images e REUTERS/Stephen Lam/Foto de arquivo

Nesta terça-feira, 1º, Tim Cook deixa o cargo de CEO da Apple após 15 anos. Sucessor de Steve Jobs e cofundador da empresa, o executivo norte-americano irá passar o comando da gigante de tecnologia para John Ternus.

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Cook consolidou e expandiu o império construído por Jobs, mas críticos afirmam que Jobs ainda é a principal figura associada à história da empresa, devido ao seu papel na criação de produtos revolucionários.

Cook assumiu o posto em agosto de 2011, após a morte de Steve Jobs. Ele era o antigo chefe de operações da Apple e foi um dos responsáveis por fazer o valor de mercado saltar para os trilhões de dólares, além de diversificar as fontes de receita da empresa.

O executivo não criou um “novo iPhone”, como algumas pessoas poderiam esperar, mas ele estreou novas categorias de produtos da Apple com sucesso, mantendo o legado do bom design e execução. Sob o comando de Cook, a Apple lançou itens como o Apple Watch e AirPods, por exemplo, respeitando os limites dos produtos.

Os streamings da Apple como o Apple music, Apple TV e Apple One também surgiram sob o comando de Cook, uma estratégia que buscou fidelizar clientes e agradou investidores.

Em 2018, a empresa atingiu a marca de US$ 1 trilhão, tornando-se uma potência financeira mundial. Em 2026, a Apple chegou a valer US$ 4 trilhões, sendo a primeira empresa de capital aberto a atingir esse patamar.

Apesar do alto valor de mercado, nem todas as apostas de Tim Cook foram bem aceitas. Foi o caso da caixa de som inteligente HomePod, e o dispositivo de computação espacial em formato de óculos de realidade mista Vision Pro.

Novo CEO

John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware para Mac e iPad, fala durante a conferência mundial anual de desenvolvedores da Apple (WWDC) em San Jose, Califórnia, EUA, em 5 de junho de 2017
John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware para Mac e iPad, fala durante a conferência mundial anual de desenvolvedores da Apple (WWDC) em San Jose, Califórnia, EUA, em 5 de junho de 2017
Foto: REUTERS/Stephen Lam/Foto de arquivo

Agora, John Ternus assume a empresa. Ele é um especialista em hardware que, antes de se tornar CEO, foi vice-presidente de engenharia de hardware. Ele entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos, e participou da criação de iPhones, iPads e Macs.

Na época da transição para a inteligência artificial, a Apple ficou para trás, ainda que tenha há anos a assistente Siri. A Apple teve dificuldades de adaptar e implementar as soluções de IA em seus produtos. Com a transição para Ternus, a empresa tem mudanças em vista e parece confiante na implementação de mais IA.

Com a atual crise de chips de memória, a cadeia de suprimentos pode se tornar um problema durante a gestão de Ternus. A possibilidade de escassez de materiais básicos para a produção pode encarecer os produtos. A Apple ampliou a produção para a Índia, além da China, que passou a ser importante para fornecer smartphones para o mercado norte-americano.

Há ainda o desafio regulatório da empresa, que é pressionada pela União Europeia e Brasil para flexibilizar regras da App Store, como as restrições relacionadas a meios alternativos de pagamento e distribuição de aplicativos.

No dia 9 de setembro, Ternus fará sua estreia em um lançamento da Apple. A expectativa é que a empresa lance seu primeiro iPhone dobrável, tendência já aderida por outras marcas como a Samsung e Motorola.

Fonte: Portal Terra
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