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Número de mortos por ciclone na África já passa de 550

Bolsonaro ofereceu "solidariedade" ao presidente de Moçambique

21 mar 2019
18h26
atualizado às 20h17
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Subiu para mais de 550 o número de mortos na passagem do ciclone Idai por Moçambique, Malauí e Zimbábue, no sul da África.

Moçambicanos fazem fila para obter água em Beira, cidade mais afetada pelo ciclone Idai
Moçambicanos fazem fila para obter água em Beira, cidade mais afetada pelo ciclone Idai
Foto: EPA / Ansa

Segundo Gemma Connell, chefe da agência humanitária das Nações Unidas (ONU) para a região, o fenômeno natural fez ao menos 242 vítimas em Moçambique, o país que registrou a maior devastação.

Outras 259 pessoas faleceram no Zimbábue, e 56, no Malauí, de acordo com os governos locais. Connell, no entanto, advertiu que o balanço deve se agravar, especialmente em Moçambique, onde muitas áreas continuam inundadas.

O ciclone Idai atingiu sobretudo a cidade litorânea de Beira, de mais de 500 mil habitantes, e ainda provoca enchentes secundárias. "O ciclone criou uma situação amplamente complexa, que exige uma resposta ainda mais completa", acrescentou, pedindo doações para ajudar desabrigados e famintos.

A ministra da Defesa do Zimbábue, Oppah Muchinguri, disse que mais de 120 corpos foram carregados pelas inundações até Moçambique e acabaram enterrados no país vizinho. O governo de Portugal, ex-metrópole de Moçambique, enviou uma força-tarefa para ajudar na busca e no resgate de sobreviventes.

Já o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse no Twitter que ligou para o mandatário moçambicano, Filipe Nyusi, para "prestar solidariedade". "Nos colocamos à disposição no que for possível. Me solidarizo com o povo do Zimbabué e do Malawi", também atingidos pelo ciclone", escreveu.

Ansa - Brasil   
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