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Novo sistema de voto na Itália extingue colégio eleitoral na América do Sul

Circunscrição relativa à região será incorporada a outros continentes

8 out 2026 - 09h41
(atualizado às 09h59)
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Resumo
O Parlamento italiano aprovou uma reforma eleitoral que extingue o colégio eleitoral da América do Sul e unifica as zonas eleitorais no exterior a partir de 2027, mantendo o total de 12 parlamentares expatriados. A nova lei adota um sistema 100% proporcional com bônus de governabilidade para coalizões que atinjam ao menos 42% dos votos. O texto, que segue para sanção presidencial, altera o modelo misto vigente e redefine a representação diplomática e legislativa da Itália.

O novo sistema eleitoral aprovado pelo Parlamento da Itália nesta quinta-feira (8) introduz mudanças no sistema de votação para os cidadãos residentes no exterior.

Plenário da Câmara dos Deputados durante votação de reforma eleitoral
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação de reforma eleitoral
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Atualmente, os italianos expatriados elegem oito deputados e quatro senadores em quatro circunscrições eleitorais: Europa (três deputados e um senador), América do Sul (dois deputados e um senador), América do Norte e Central (dois deputados e um senador) e África, Ásia e Oceania (um deputado e um senador).

No entanto, a reforma apresentada pelo governo de Giorgia Meloni, que valerá a partir das eleições legislativas de 2027, reduz o número de zonas eleitorais no exterior para duas na Câmara (uma para a Europa e outra para os demais continentes) e apenas uma no Senado. O número de parlamentares, no entanto, não foi alterado.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados por placar de 227 a 164 e, como já havia sido chancelado pelo Senado, aguarda apenas a sanção do presidente Sergio Mattarella para se tornar lei.

A reforma institui na Itália um sistema 100% proporcional e com prêmio de governabilidade para a coalizão que atingir pelo menos 42% nas eleições para o Parlamento, o que representa um bônus de 70 assentos na Câmara e 35 no Senado.

O atual modelo eleitoral é uma mistura entre voto proporcional, que elege dois terços dos deputados e senadores, e distrital, que define o terço restante.

Ansa - Brasil
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