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Agência meteorológica da ONU diz que El Niño deve se intensificar e se estender até fevereiro

8 out 2026 - 10h07
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Resumo
Segundo a OMM, o El Niño deve se intensificar até dezembro e durar até fevereiro de 2027 com quase 100% de certeza, podendo ser um dos mais fortes desde 1950. As temperaturas do Pacífico tropical devem bater recordes, atingindo 3,7°C acima do normal devido ao aquecimento sem precedentes dos oceanos. O fenômeno altera o clima global com secas e chuvas extremas, e pesquisadores alertam que este evento severo pode provocar até 451 mil mortes adicionais em todo o mundo.

O El Niño deste ‌ano se intensificará antes de atingir seu pico em dezembro e há quase 100% de certeza de que se estenderá até fevereiro de 2027, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim climático mensal divulgado nesta quinta-feira, com ⁠as temperaturas da superfície do mar prestes a bater ‌recordes.

"As previsões da OMM indicam uma probabilidade de quase 100% de que (o El Niño) persista até fevereiro ‌de 2027, podendo ser um dos ‌mais fortes desde pelo menos 1950", afirmou a ⁠secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em comunicado divulgado junto com o boletim.

O órgão meteorológico da ONU informou que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental — região no centro do fenômeno El Niño — ‌devem atingir um recorde de 3,7 graus Celsius acima do ‌normal entre outubro ⁠e dezembro.

A anomalia ⁠de temperatura prevista é significativamente maior do que o recorde anterior ⁠de 2,6°C, registrado de ‌novembro de 2015 a ‌janeiro de 2016, informou o órgão.

"O oceano do qual ele está extraindo calor é o mais quente que já medimos. Simplesmente há mais calor disponível para ⁠ser liberado", disse Saulo.

O El Niño é a fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul, um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo.

Ele tende a causar temperaturas ‌globais mais altas e a perturbar os padrões de chuva em grandes regiões — o que significa seca em ⁠algumas áreas e chuvas intensas em outras — e geralmente ocorre a cada dois a sete anos.

As temperaturas médias globais em agosto atingiram 16,96°C, empatando com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.

Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago previram no mês passado que o "super El Niño" deste ano provavelmente resultaria em até 451 mil mortes a mais em todo o mundo, de junho a fevereiro de 2027.

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