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'Ninguém pode ficar indiferente à angústia dos estudantes', diz premiê francês

Lecornu apontou que a 'indignação dos jovens não surge do nada'

7 out 2026 - 17h24
(atualizado às 17h35)
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Resumo
Diante de intensos protestos que paralisaram mais de 500 escolas e deixaram dezenas de feridos e centenas de detidos na França, o premiê Sébastien Lecornu afirmou que o governo não pode ignorar a angústia e as demandas legítimas dos estudantes. Ele negou ordens de confronto às forças de segurança, defendeu o diálogo nas salas de aula e prometeu anunciar medidas em resposta à crise até o fim de outubro, às vésperas de novas mobilizações convocadas por entidades estudantis.

Em meio à onda de protestos estudantis na França, o primeiro-ministro do país, Sébastien Lecornu, alertou que a sociedade e o governo não podem permanecer indiferentes à angústia manifestada pelos jovens.

Lecornu apontou que a 'indignação dos jovens não surge do nada'
Lecornu apontou que a 'indignação dos jovens não surge do nada'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As declarações do chefe de governo foram dadas durante discurso no Palácio Matignon, residência oficial do premiê, na véspera de uma nova jornada de mobilizações convocada pelas entidades estudantis.

"A indignação dos jovens não surge do nada. Ninguém pode permanecer indiferente à angústia que eles expressam", declarou Lecornu.

O primeiro-ministro garantiu ainda que as primeiras medidas do governo em resposta às reivindicações do setor "serão apresentadas no final de outubro".

Lecornu ressaltou que as forças de segurança "não têm instruções para entrar em confronto com os estudantes" e acrescentou que as "demandas dos alunos são legítimas e precisam ser ouvidas".

"Após as manifestações, é fundamental abrir espaço para o diálogo no ambiente escolar, permitindo que os alunos apresentem suas dificuldades e propostas. O retorno à rotina escolar e o debate produtivo devem caminhar juntos", concluiu.

Nesta quarta-feira (7), dia seguinte aos atos que provocaram transtornos em diversas cidades francesas, especialmente na capital Paris, mais de 500 escolas suspenderam as atividades. Confrontos registrados entre manifestantes e agentes de segurança deixaram dezenas de feridos e centenas de detidos.

Ansa - Brasil
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