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Netanyahu põe presidente contra parede e pede indulto

Premiê citou desejo de Trump de livrá-lo de caso de corrupção

30 nov 2025 - 10h40
(atualizado às 10h57)
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O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, que é alvo de um processo por suspeita de corrupção, apresentou um pedido formal de graça para o presidente Isaac Herzog, que tem sido pressionado pelo governo dos Estados Unidos a livrar o primeiro-ministro do risco de condenação.

Benjamin Netanyahu com o presidente Isaac Herzog
Benjamin Netanyahu com o presidente Isaac Herzog
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Peço que considere me conceder um indulto para que eu possa continuar a trabalhar plenamente pelo bem do Estado de Israel, sem que o processo judicial em curso divida o povo e influencie as decisões do governo", escreveu Netanyahu em sua carta a Herzog.

"O processo judicial contra mim contribui ainda mais para essas divisões", salientou o premiê, citando uma suposta "necessidade de reconciliação nacional entre todos os cidadãos".

Além disso, em um vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu alegou que gostaria de levar o processo "até o fim" para ser absolvido, mas que "a realidade da segurança e da situação política e o interesse nacional impõem outro caminho".

"A continuação do julgamento está nos destruindo por dentro e aprofundando as nossas divisões, mas o que me fez tomar a decisão foi o fato de estarem me pedindo para depor três vezes por semana. É um pedido impossível", justificou.

Netanyahu também fez questão de lembrar que o presidente dos EUA, Donald Trump, já enviou uma carta a Herzog cobrando indulto para o primeiro-ministro.

"O presidente Trump pediu o fim imediato do processo, para que juntos possamos promover interesses vitais compartilhados entre Israel e os Estados Unidos durante uma janela de oportunidade que dificilmente se repetirá", declarou.

O gabinete de Herzog, por sua vez, disse que o presidente analisará o pedido com "responsabilidade e sinceridade", ciente de que "se trata de uma solicitação extraordinária que comporta implicações significativas". O chefe de Estado, no entanto, também sofre pressões para não perdoar o premiê.

"Dirijo-me ao presidente Herzog: não é possível conceder o indulto a Netanyahu sem uma admissão de culpa, a expressão de arrependimento ou a saída imediata da vida política", afirmou o líder da oposição israelense, Yair Lapid.

O primeiro-ministro é acusado de corrupção, fraude e abuso de confiança em três casos distintos, incluindo o suposto recebimento do equivalente a mais de R$ 1 milhão em presentes de empresários, como charutos, joias e espumantes, além de cobertura favorável em meios de comunicação, em troca de favores políticos.

Ansa - Brasil
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