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Netanyahu ordena abertura de negociações diretas com Líbano

Premiê disse que tratativas terão foco em desarmamento do Hezbollah

9 abr 2026 - 13h17
(atualizado às 13h37)
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O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou nesta quinta-feira (9) a abertura de negociações diretas com o Líbano, na esteira dos ataques mais intensos e mortais contra o país árabe desde o início do atual conflito contra o Hezbollah.

"Tendo em vista os repetidos apelos do Líbano para a abertura de negociações diretas com Israel, determinei ontem [8], durante reunião do Conselho de Ministros, o início de negociações diretas com o Líbano o mais breve possível", disse o chefe de governo em um comunicado.

"As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano", concluiu Netanyahu, que elogiou a postura do premiê libanês, Nawaf Salam, de pedir tratativas diretas entre os dois países.

As conversas devem começar na próxima semana, com uma reunião prevista no Departamento de Estado dos EUA, segundo o portal americano Axios.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah disparou mísseis e drones contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, aliado do grupo xiita e vítima de um bombardeio em Teerã.

Na última terça (7), Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas o acordo não incluiu o território libanês. Após o início da trégua entre Washington e Teerã, Israel realizou seus ataques mais intensos contra o Hezbollah desde 2 de março, deixando mais de 200 mortos e mais de mil feridos, segundo o Ministério da Saúde de Beirute.

Considerando desde 2 de março, o número de óbitos ultrapassa a marca de 1,7 mil. "Continuaremos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", assegurou Netanyahu na manhã desta quinta, antes de determinar o início de negociações.

Já o gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que os ataques israelenses no Líbano representam um "grave perigo" para o cessar-fogo entre EUA e Irã, que já ameaçou retomar os disparos de mísseis contra o país judeu.

"Violações do cessar-fogo provocarão custos e respostas fortes. O Líbano e todo o eixo da resistência, enquanto aliados do Irã, constituem parte integrante da trégua", declarou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que vai liderar a delegação da República Islâmica nas negociações no Paquistão, nesta sexta-feira (10).

Ansa - Brasil
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