Nepal e China somam mais de 1,1 mil mortos em inundações
Quase 4,5 mil pessoas continuam desaparecidas nos 2 países
O colapso de uma geleira no Himalaia causou inundações e deslizamentos devastadores na fronteira entre o Nepal e a China, deixando ao menos 1.130 mortos e 4.462 desaparecidos. A tragédia varreu assentamentos inteiros e mobilizou equipes de socorro na busca por vítimas, que incluem mais de 600 trabalhadores presos em túneis de hidrelétricas no Nepal e 583 turistas internacionais. O Nepal concentra a grande maioria dos óbitos confirmados e das pessoas que continuam sumidas.
O número de mortos nas inundações repentinas e nos deslizamentos que atingiram a fronteira entre Nepal e China no último dia 26 de agosto subiu para 1.130, enquanto quase 4,5 mil pessoas seguem desaparecidas.
Segundo balanço preliminar divulgado pelas autoridades de gestão de emergências nesta quarta-feira (2), pelo menos 1.114 corpos já foram recuperados pelos socorristas no Nepal, enquanto 16 óbitos foram registrados no Tibete chinês, totalizando 1.130 vítimas confirmadas.
Além disso, 3.916 pessoas estão desaparecidas no Nepal, e 546, na China, o que significa um total de 4.462.
Dos cerca de 3,9 mil indivíduos desaparecidos no Nepal, 639 são trabalhadores que ficaram presos em túneis de hidrelétricas ao longo do rio Trishuli, um dos atingidos pelas cheias repentinas.
A tragédia foi provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, cordilheira que abriga os picos mais altos do planeta.
Enormes blocos de gelo se desprenderam e arrastaram uma massa de detritos, incluindo rochas, árvores, sedimentos e a água de lagos represados nas montanhas, varrendo do mapa assentamentos inteiros.
Embaixadas estrangeiras também têm se movimentado para localizar os 583 turistas internacionais que estão entre os desaparecidos.
.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.