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Mundo Árabe

EUA: Estado Maior espera que Egito proteja Canal de Suez

2 fev 2011 - 15h25
(atualizado às 16h27)
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O chefe do Estado Maior conjunto americano, almirante Mike Mullen, expressou "confiança" de que o exército do Egito garanta a segurança do país e do canal de Suez, em conversa por telefone com o general egípcio Sami Enan, informou o Pentágono nesta quarta-feira.

Multidão participa de nono dia de protestos no Egito:

No telefonema, Mike Mullen "expressou confiança na capacidade do exército egípcio de garantir a segurança de seu país, tanto internamente quanto na região do Canal de Suez", disse o porta-voz americano, capitão John Kirby, em comunicado. Segundo o porta-voz, o general egípcio "fez um relato atualizado dos acontecimentos recentes, depois do discurso do presidente (Hosni) Mubarak" de terça-feira, no qual prometeu não disputar a reeleição em setembro.

O canal de Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho, é um eixo estratégico de nível mundial, especialmente para a Marinha americana, com seus navios que transitam por ele em direção ao Oceano Índico, para apoiar as tropas no Afeganistão.

Trata-se da segunda conversa por telefone entre os dois militares, desde que o general Enan encurtou na sexta-feira uma visita aos Estados Unidos e retornou com caráter de urgência ao Cairo. Aí, centenas de milhares de pessoas pedem a saída do presidente Mubarak, no poder desde 1981.

Considerado a espinha dorsal do regime, o exército egípcio é amplamente capacitado e equipado pelos Estados Unidos há mais de 30 anos. Nos últimos dias, multiplicaram-se os contatos entre os dirigentes de ambos os países para encontrar uma solução para a crise.

Protestos convulsionam o Egito

Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.

A partir do dia 29, um sábado, a nova administração foi anunciada. Passaram a fazer parte dela o premiê Ahmed Shafiq, general que até então ocupava o cargo de Ministro da Aviação Civil, e o também general Omar Suleiman, que reinaugurou o cargo de vice-presidente, posto inexistente no país desde 1981. A medida, mais uma vez, não surtiu efeito, e os protestos continuaram. No domingo, o presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da polícia antimotins. A emissora Al Jazeera, que vinha cobrindo de perto os tumultos, foi impedida de funcionar.

Enquanto isso, a oposição seguiu se organizando. O líder opositor Mohamad ElBaradei garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Já os Irmãos Muçulmanos disseram que não iriam dialogar com o novo governo. Na terça, dia 1º de fevereiro, dezenas de milharesde pessoas se reuniram na praça Tahrir para exigir a renúncia de Mubarak. A grandeza dos protestos levou o líder egípcio a anunciar que não participaria das próximas eleições, para delírio da massa reunida no centro do Cairo. Apesar de os protestos de ontem terem sido pacíficos, a ONU estima que cerca de 300 pessoas já tenham morrido no país desde o início dos protestos.



AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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