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Morte de repórter derruba primeiro-ministro da Eslováquia

Robert Fico entregou o cargo ao presidente Andrej Kiska

14 mar 2018 - 16h13
(atualizado às 16h51)
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O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, anunciou nesta quarta-feira (14) que renunciará ao cargo, três semanas depois do assassinato do jornalista Ján Kuciak, que abriu uma crise política no país.

Morte de repórter derruba primeiro-ministro da Eslováquia
Morte de repórter derruba primeiro-ministro da Eslováquia
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Andrej Kiska, que havia cobrado publicamente a saída do premier. No entanto, para deixar o cargo, Fico exigiu que o chefe de Estado não antecipe as eleições e dê o encargo de formar um novo governo à atual maioria no Parlamento.

Kuciak, de 27 anos, e sua namorada, Martina Kusnirova, foram encontrados mortos em sua casa em Velka Maca, cidade situada 60 quilômetros a leste da capital Bratislava, em 22 de fevereiro passado. Ambos foram baleados.

Ele trabalhava havia mais de um ano em uma investigação sobre possíveis casos de corrupção, fraude e evasão fiscal envolvendo o alto escalão da política eslovaca. Seu trabalho estava concentrado nos fundos europeus enviados ao país, que atraíram o interesse de organizações criminosas internacionais, como a italiana 'ndrangheta.

A última reportagem de Kuciak denunciava que empresários italianos supostamente ligados à máfia calabresa haviam investido em companhias eslovacas e tido acesso a fundos estruturais provenientes de Bruxelas.

Seu artigo dizia que dezenas de milhões de euros usados para financiar projetos fictícios foram parar na Calábria, pelas mãos da 'ndrangheta. Sete italianos chegaram a ser presos preventivamente por suspeita de envolvimento no assassinato do jornalista, mas todos foram soltos 48 horas depois.

A crise atingiu o mundo político porque Kuciak denunciara também a ligação entre supostos membros da 'ndrangheta e expoentes do governo de Robert Fico, social-democrata que governava a Eslováquia desde abril de 2012. O presidente Kiska pedira publicamente a renúncia do premier e uma "profunda reformulação" para recuperar a confiança nas autoridades.

Na última segunda, o ministro do Interior Robert Kalinak já havia se demitido, em uma tentativa de manter a estabilidade do governo, mas a pressão sobre Fico só aumentou, ainda mais pela demora em identificar os culpados pelo assassinato do repórter e de sua namorada.

Esse já é o segundo homicídio de jornalista na União Europeia em menos de seis meses. Em outubro passado, a repórter Daphne Caruana Galizia, que investigava escândalos de corrupção no governo de Malta, foi alvo de um atentado a bomba e faleceu. 

Ansa - Brasil
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