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Ativistas da flotilha de Gaza serão libertados da detenção em Israel e deportados

9 mai 2026 - 10h23
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Dois ativistas presos no mês ‌passado, quando as forças israelenses interceptaram a flotilha rumo a Gaza em que viajavam, devem ser deportados nos próximos dias, depois de terem sido libertados da prisão de segurança neste sábado, disseram seus advogados.

Saif Abu Keshek, de nacionalidade espanhola, ⁠e o brasileiro Thiago Ávila foram detidos pelas autoridades ‌israelenses em 29 de abril e levados para Israel.

Os ativistas faziam parte de uma segunda Flotilha Global Sumud, lançada ‌da Espanha em 12 de abril ‌para tentar romper o bloqueio de Israel a ⁠Gaza, entregando ajuda ao enclave.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que Abu Keshek era suspeito de afiliação a uma organização terrorista e Ávila era suspeito de atividade ilegal. Ambos negaram as alegações.

BRASIL E A ESPANHA DISSERAM QUE ‌DETENÇÃO FOI ILEGAL

Os governos da Espanha e do Brasil afirmaram ‌que a detenção de ⁠Abu Keshek ⁠e Ávila era ilegal, mas o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em ⁠Israel, decidiu mantê-los sob ‌custódia até 10 de ‌maio.

O grupo de direitos humanos Adalah, que auxiliou em sua defesa legal e também afirmou que a detenção era ilegal, disse que Abu Keshek e Ávila foram ⁠informados de que seriam libertados da detenção neste sábado e entregues à custódia das autoridades de imigração até sua deportação.

"O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da ‌detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias", disse o grupo. As autoridades israelenses não puderam ⁠ser contatadas imediatamente para comentar o assunto.

As autoridades israelenses os mantiveram sob suspeita de crimes que incluíam auxílio ao inimigo e contato com um grupo terrorista.

Gaza é administrada em grande parte pelo grupo militante palestino Hamas, que é considerado um grupo terrorista por Israel e por grande parte do Ocidente.

O ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023 deu início à guerra de Gaza, que deixou grande parte da população do enclave desabrigada e dependente de ajuda -- que, segundo as agências humanitárias, está chegando muito lentamente.

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