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Militar iraniano sabia que míssil era causa da queda de avião

11 jan 2020
12h41
atualizado às 14h59
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Um alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado, 11, que soube que um míssil tinha derrubado um avião ucraniano no mesmo dia do acidente e que assumia total responsabilidade pela queda, dizendo que sua força agiu por engano diante de um alerta para "guerra total".

Destroços de avião ucraniano que caiu no Irã
08/01/2020
Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Destroços de avião ucraniano que caiu no Irã 08/01/2020 Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Foto: Reuters

O Irã negou por dias que um míssil tivesse atingido o Boeing 737-800 na quarta-feira, 8, pouco depois de decolar de Teerã a caminho de Kiev, mas reconheceu a responsabilidade neste sábado. Todas as 176 pessoas a bordo da aeronave morreram.

"Eu gostaria de poder morrer e não testemunhar um acidente assim", disse o chefe da divisão aeroespacial da Guarda, Amirali Hajizadeh, à televisão estatal.

O avião caiu pouco depois que o Irã lançou ataques com mísseis contra alvos dos Estados Unidos no Iraque em retaliação pelo assassinato de Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda, pelos EUA no Iraque. O Irã esperava represálias dos EUA.

"Naquela noite, estávamos preparados para uma guerra total", disse Hajizadeh, acrescentando que as unidades de defesa aérea estavam em alerta máximo e que uma camada extra de defesas havia sido instalada em Teerã.

O comandante afirmou que a Guarda solicitou que voos comerciais fossem interrompidos, mas disse que os pedidos não foram atendidos. Ele acrescentou ter sido informado sobre o ataque com mísseis ao avião de passageiros ucraniano na quarta-feira.

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