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May vai colocar acordo do Brexit para votação em meados de janeiro no Parlamento

17 dez 2018
16h15
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A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta segunda-feira que levará seu acordo do Brexit de volta ao Parlamento para uma votação em meados de janeiro, prometendo obter garantias da União Europeia para romper o impasse sobre a separação do Reino Unido do bloco.

Primeira-ministra britânica, Theresa May
10/12/2018
REUTERS/Toby Melville
Primeira-ministra britânica, Theresa May 10/12/2018 REUTERS/Toby Melville
Foto: Reuters

Após uma ameaça de última hora do Partido Trabalhista, a principal sigla de oposição, de convocar um voto de desconfiança contra a premiê se nenhuma data fosse anunciada, May disse que o Parlamento debaterá o acordo no mês que vem e que uma votação ocorrerá na semana do dia 14 de janeiro.

    May está tentando impor o pacto de desfiliação da UE e rejeitando apelos por um segundo referendo ou um teste sobre o apoio a opções diferentes para o Brexit no Parlamento, apesar de um endurecimento da oposição ao acordo no intuito de manter laços próximos com o bloco.

    Após uma semana tumultuada, na qual sobreviveu a um voto de desconfiança e buscou mudanças de última hora a um acordo de saída combinado com Bruxelas no mês passado, May voltou a dizer que a escolha é seu acordo, sair sem acordo ou simplesmente não sair.

    "Sei que este não é o acordo perfeito para todos. É uma concessão. Mas se deixarmos o perfeito ser o inimigo do bom corremos o risco de sair da UE sem acordo", disse ela aos parlamentares, com seu discurso sendo pontuado por gritos altos de protesto.

    "Evitar não ter um acordo só é possível se conseguirmos nos entender ou se abandonarmos inteiramente o Brexit."

    Ela afirmou que a UE ofereceu "esclarecimentos adicionais" sobre os aspectos mais controversos do pacto de separação e que seu governo está explorando "garantias políticas e legais adicionais".

    Mas como o bloco está cedendo pouco para conquistar os parlamentares, um número crescente de políticos está pedindo um segundo referendo --algo que alguns dos ministros de May dizem poder ser evitado se o governo testar cenários para o Brexit em votações parlamentares.

    O Parlamento está profundamente dividido --facções pressionam por opções diferentes para as relações futuras, pela saída sem um pacto ou pela permanência na UE.

    May e seus ministros descartaram diversas vezes uma nova consulta popular, dizendo que ela aprofundaria as divisões e trairia a maioria de 52 por cento de eleitores que apoiou a desfiliação em 2016.

Isso aumenta o risco de o Reino Unido deixar a União Europeia sem um acordo em 29 de março, um cenário que alguns empresários temem poder ser catastrófico para a quinta maior economia do mundo.

A incerteza política e econômica do Brexit está impactando a economia britânica, com dados mostrando nesta segunda-feira uma queda nos gastos do consumidor, nos preços de moradias e um pessimismo crescente nas finanças domésticas.

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