Marca deixada por Francisco 'continua viva', diz CNBB
Bispos brasileiros celebraram pontificado simples e acolhedor de Bergoglio
Um ano após a morte do papa Francisco, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, destacaram o vínculo especial que o argentino teve com o país, onde desembarcou pela primeira vez como pontífice, em julho de 2013.
Reunidos em Aparecida (SP) para sua 62ª Assembleia Geral, os bispos brasileiros divulgaram uma nota oficial em que afirmam que a marca deixada pelo pontificado simples e acolhedor de Francisco "continua viva".
"Ele nos ensinou a reconhecer o rosto de Cristo nos pobres, nos migrantes, nos doentes e em todos os que sofrem. Suas palavras, seus gestos concretos e sua ternura continuam a iluminar o caminho da Igreja", diz o texto da CNBB.
A passagem de Francisco pelo Brasil em 2013, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro, foi lembrada como um dos momentos mais emblemáticos de seu pontificado. Foi ali que Jorge Bergoglio convidou os jovens a "viver uma fé cheia de coragem". "Bote fé, bote esperança, bote amor", disse o argentino na ocasião.
No Rio, dom Orani celebrou uma missa solene expondo a cruz original da JMJ como símbolo da ligação entre Francisco e o Brasil. "Seu legado está mais vivo do que nunca, especialmente aqui no Rio, que o acolheu em sua primeira viagem internacional", declarou o cardeal.
Bergoglio comandou a Igreja Católica por mais de 12 anos, em uma gestão marcada pela defesa dos marginalizados e do meio ambiente e pelo combate às desigualdades e às guerras.
Ele faleceu em 21 de abril de 2025, um dia após a Páscoa, aos 88 anos, vítima de uma parada cardiocirculatória em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). .
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