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Manifestantes incendeiam carro Tesla e quebram janelas de escritório da ONU em marcha contra o G7 em Genebra

Ao longo dos anos, os protestos têm sido comuns nas reuniões do G7; entenda

14 jun 2026 - 14h55
(atualizado às 15h51)
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Elon Musk, ‌dono da Tesla e ‌que já atuou como conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo; carro da marca foi incendiado durante protestos
Elon Musk, ‌dono da Tesla e ‌que já atuou como conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo; carro da marca foi incendiado durante protestos
Foto: Reprodução/GloboNews

A polícia ‌de Genebra lançou gás lacrimogêneo neste domingo contra manifestantes que incendiaram um veículo Tesla e quebraram janelas de instalações das Nações Unidas em protesto à realização de uma cúpula do G7 prestes a ocorrer do outro lado da ⁠fronteira, na França.

Cerca de 20.000 pessoas se reuniram em uma ‌marcha que inicialmente foi pacífica. Mais tarde, manifestantes visaram o que descreveram como símbolos do capitalismo e do ‌multilateralismo, incluindo o Tesla estacionado e ‌o escritório da ONU.

Manifestantes arrancaram tijolos do chão para ⁠atirar contra a polícia, enquanto crianças choravam enquanto o gás lacrimogêneo pairava sobre as ruas ensolaradas do centro de Genebra, disseram testemunhas da Reuters.

Ao longo dos anos, os protestos têm sido comuns nas reuniões do G7, com manifestantes ‌aproveitando as cúpulas para denunciar o capitalismo, a globalização, as ‌mudanças climáticas e a ⁠desigualdade.

Segundo manifestantes, ⁠o G7 é símbolo da concentração de poder político e econômico. Na ⁠semana passada, Elon Musk, ‌dono da Tesla e ‌que já atuou como conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.

"Para mim, é um encontro de ricos que mostra mais uma vez ⁠como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para trás", disse a manifestante Pippa Saugy.

A cúpula do G7, que ocorre de 15 a 17 de junho em ‌Evian-les-Bains às margens do Lago Genebra, reunirá os líderes da França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, ⁠além da União Europeia.

As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar a agenda, enquanto líderes buscarão evitar um confronto com Trump, que tenta finalizar um acordo preliminar de paz com o Irã.

Em Genebra, lojas foram fechadas com tábuas e centenas de policiais de choque foram mobilizados nas ruas em meio a preocupações antecipadas com a violência. Protestos têm sido comuns nas reuniões do G7 ao longo dos anos, com muitos manifestantes usando as cúpulas para criticar o capitalismo, a globalização, as mudanças climáticas e a desigualdade.

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