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Líbano é alvo de novos ataques; Irã não retomará negociações com EUA

Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah não vale para sul do país, disse Netanyahu

2 jun 2026 - 11h23
(atualizado às 11h40)
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Um ataque israelense no sul do Líbano nesta terça-feira (2) matou um homem e seus dois filhos enquanto viajavam de carro pela estrada que liga Nabatieh e Khardali, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA).

Irã interrompeu negociações com EUA por escalada dos ataques israelenses no Líbano
Irã interrompeu negociações com EUA por escalada dos ataques israelenses no Líbano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Já a agência de defesa civil do país informou que seis pessoas morreram em um bombardeio das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Marwaniyeh, também sul, na noite de segunda-feira (1°).

As hostilidades também deixaram feridos nas cidades de Mansouri e Al-Housh, no distrito de Tiro.

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mas o primeiro-ministro de Tel Aviv, Benjamin Netanyahu, esclareceu que "as operações continuam no sul do Líbano".

Hoje o líder do Parlamento iraniano e chefe das negociações com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu no X que "se os crimes do regime sionista no Líbano continuarem, não apenas interromperemos o processo de diálogo [com Washington], como nos oporemos [a Israel] com força".

A retomada da guerra contra os EUA é "inevitável", afirmou nesta terça um alto oficial militar iraniano, enquanto as tratativas entre Teerã e Washington para o fim definitivo das hostilidades no Oriente Médio parecem estar paralisadas por parte do país persa devido à escalada do conflito no Líbano.

No entanto, a agência de notícias Mehr, citando uma fonte próxima da equipe de negociação iraniana, disse que o texto final do memorando de entendimento enviado pelos EUA ainda está sob análise de Teerã.

"O histórico de descumprimento de compromissos e a desconfiança histórica em relação aos americanos levaram o Irã a adotar uma postura muito dura em relação ao assunto", disse a fonte, acrescentando que a nação visa obter "vantagens concretas" com base em experiências passadas. 

Ansa - Brasil
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