Líbano é alvo de novos ataques; Irã não retomará negociações com EUA
Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah não vale para sul do país, disse Netanyahu
Um ataque israelense no sul do Líbano nesta terça-feira (2) matou um homem e seus dois filhos enquanto viajavam de carro pela estrada que liga Nabatieh e Khardali, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA).
Já a agência de defesa civil do país informou que seis pessoas morreram em um bombardeio das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Marwaniyeh, também sul, na noite de segunda-feira (1°).
As hostilidades também deixaram feridos nas cidades de Mansouri e Al-Housh, no distrito de Tiro.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mas o primeiro-ministro de Tel Aviv, Benjamin Netanyahu, esclareceu que "as operações continuam no sul do Líbano".
Hoje o líder do Parlamento iraniano e chefe das negociações com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu no X que "se os crimes do regime sionista no Líbano continuarem, não apenas interromperemos o processo de diálogo [com Washington], como nos oporemos [a Israel] com força".
A retomada da guerra contra os EUA é "inevitável", afirmou nesta terça um alto oficial militar iraniano, enquanto as tratativas entre Teerã e Washington para o fim definitivo das hostilidades no Oriente Médio parecem estar paralisadas por parte do país persa devido à escalada do conflito no Líbano.
No entanto, a agência de notícias Mehr, citando uma fonte próxima da equipe de negociação iraniana, disse que o texto final do memorando de entendimento enviado pelos EUA ainda está sob análise de Teerã.
"O histórico de descumprimento de compromissos e a desconfiança histórica em relação aos americanos levaram o Irã a adotar uma postura muito dura em relação ao assunto", disse a fonte, acrescentando que a nação visa obter "vantagens concretas" com base em experiências passadas.
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