Leão XIV pede a Israel que abra diálogo para encerrar guerra com Irã
Papa apelou por paz e proteção de civis em ligação com Isaac Herzog
O papa Leão XIV conversou por telefone, na manhã desta sexta-feira (3), com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e voltou a apelar pela paz em todo o Oriente Médio, destacando a urgência de encerrar o conflito na região e de proteger a população civil.
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, os dois líderes reiteraram "a necessidade de reabrir todos os canais possíveis de diálogo diplomático" com o objetivo de alcançar "uma paz justa e duradoura".
A nota enfatiza ainda que a conversa abordou a importância de proteger civis e promover o respeito ao direito internacional e humanitário.
Em publicação na rede social X, Herzog detalhou que também abordou com o Pontífice a guerra envolvendo o Irã, classificando o regime do país persa como uma ameaça contínua contra pessoas de todas as religiões.
De acordo com o líder israelense, ataques com mísseis iranianos teriam atingido recentemente Jerusalém, afetando locais considerados sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus.
O presidente israelense afirmou ainda que "o povo iraniano merece um futuro melhor, livre de um regime de terror perigoso e violento", defendendo mudanças políticas no país.
A conversa também incluiu a situação no Líbano, com Herzog destacando a necessidade de garantir segurança e proteger comunidades cristãs na região. Ele mencionou a atuação do Hezbollah, afirmando que a organização terrorista não deve continuar a ameaçar tanto israelenses quanto libaneses, "ambos merecedores de um futuro de paz e estabilidade".
Por fim, Herzog ressaltou a importância das relações entre Israel e a Santa Sé, além da cooperação entre líderes globais e religiosos no combate ao antissemitismo, e enviou "suas calorosas saudações de Páscoa às comunidades cristãs em todo o Oriente Médio e no mundo".
"Expressamos nossa esperança compartilhada por um futuro mais pacífico para pessoas de todas as religiões em todo o mundo, livre da ameaça de violência e derramamento de sangue", concluiu Herzog. .