Kremlin rejeita acusações de "guerra nas sombras" do chefe da inteligência alemã
O Kremlin rejeitou as acusações da inteligência da Alemanha de que estaria travando uma "guerra nas sombras" com ameaças iminentes contra a Europa. O porta-voz russo, Dmitry Peskov, classificou as alegações de campanha híbrida como infundadas, afirmando que Berlim cria um "inimigo ilusório" apenas para justificar o aumento de seus gastos militares, em meio aos planos alemães de dobrar o orçamento de defesa e cumprir metas ampliadas da Otan até 2029.
O Kremlin rejeitou na terça-feira as acusações feitas pelo chefe da inteligência externa da Alemanha de que a Rússia estaria travando uma "guerra nas sombras" contra países europeus, descrevendo-as como infundadas e uma manobra para justificar gastos com defesa.
O chefe de inteligência Martin Jaeger afirmou, na segunda-feira, que a Alemanha enfrentava um confronto com a Rússia que havia assumido uma "nova dimensão, mais perigosa". A ameaça de ataques russos contra alvos na Alemanha continuava real e iminente, acrescentou ele.
Questionado sobre o assunto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres: "Essas acusações são absolutamente infundadas e não têm qualquer base factual."
Ele afirmou que a Alemanha estava "criando um inimigo ilusório para justificar gastos com a militarização".
As autoridades alemãs têm alertado repetidamente que a Rússia está conduzindo uma campanha híbrida de ataques com drones e cibernéticos e a responsabilizaram por uma tentativa de ataque com drones ao aeroporto de Leipzig em agosto.
O chanceler Friedrich Merz afirmou, em julho, que a Alemanha planeja dobrar seu orçamento de defesa em quatro anos e atingir a meta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de destinar 3,5% do produto interno bruto às necessidades essenciais de defesa até 2029, antes do prazo acordado.
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