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Kasparov, crítico do Kremlin, diz que EUA e Lituânia o alertaram sobre ameaça de assassinato

1 out 2026 - 08h38
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Resumo
O ex-campeão de xadrez e opositor russo Garry Kasparov revelou ter sido alertado pelos serviços de segurança dos EUA e da Lituânia sobre ameaças à sua vida. O aviso decorre de uma suposta conspiração de inteligência russa para assassinar dissidentes no exterior, caso que levou os EUA a indiciarem cinco pessoas. Apesar do perigo e da inclusão na lista de terroristas de Moscou, Kasparov afirmou que continuará atuando contra a ditadura de Putin. O Kremlin nega as acusações por falta de evidências.

Garry Kasparov, opositor russo ‌e ex-campeão mundial de xadrez, afirmou que os serviços de segurança dos EUA e da Lituânia o alertaram de que sua vida corria perigo, após uma suposta conspiração contra opositores ⁠do Kremlin que vivem fora da Rússia.

Autoridades ‌norte-americanas informaram no mês passado que haviam indiciado cinco pessoas por supostas conspirações envolvendo ‌serviços de inteligência russos ‌para assassinar duas figuras da oposição — uma ⁠nos EUA e outra na Lituânia —, após pagarem a recrutas para realizar vigilância sobre ambas.

Reportagens não confirmadas da mídia apontaram como possíveis alvos Kasparov, que mora em Nova York; ‌Ilya Ponomaryov, dissidente que reside na Ucrânia, mas ‌viaja regularmente para ⁠os ⁠EUA; e Ivan Tyutrin, ativista da oposição que mora na ⁠Lituânia.

Kasparov, de ‌63 anos, escreveu em ‌uma postagem no Substack que ele e Tyutrin não foram informados de que eram alvos explícitos.

"Fomos, no entanto, alertados pelos ⁠serviços de segurança da Lituânia e dos EUA de que nossas vidas estavam em perigo e que deveríamos tomar precauções", escreveu ele.

"Mas não vou parar ‌e não vou me esconder... Continuarei a fazer tudo o que puder para mobilizar o ⁠mundo livre contra a ditadura assassina de Putin", acrescentou Kasparov, que foi incluído pela Rússia em suas listas de "agentes estrangeiros" e "terroristas e extremistas".

O Kremlin afirmou no mês passado que não via motivo para comentar as alegações dos EUA na ausência do que chamou de evidências e fatos confiáveis. A Rússia já havia negado anteriormente ter conduzido tais conspirações em solo estrangeiro, inclusive nos EUA.

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