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Itália e Alemanha firmam acordo de defesa e reiteram apoio à Ucrânia

Meloni e Merz participaram de cúpula intergovernamental em Roma

23 jan 2026 - 14h42
(atualizado às 15h19)
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A Itália e a Alemanha assinaram nesta sexta-feira (23) um acordo de cooperação reforçada em segurança, defesa e resiliência, com o objetivo de coordenar uma resposta conjunta às ameaças à segurança euro-atlântica e fortalecer o pilar europeu da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O compromisso foi firmado pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, durante a cúpula intergovernamental Itália-Alemanha, realizada em Roma.

No texto do acordo, que tem caráter político e não é juridicamente vinculativo, Roma e Berlim reafirmam o pleno compromisso em "fortalecer a dissuasão e a defesa da Otan", bem como com o aumento da "prontidão defensiva da União Europeia".

Os dois países destacam ainda a necessidade de uma ação coordenada diante dos desafios à segurança regional e internacional.

Durante o encontro, Meloni e Merz também assinaram o Protocolo de atualização do Plano de Ação Ítalo-Alemão, originalmente adotado em 2023, ampliando a cooperação bilateral para áreas que vão além da defesa, como intercâmbios culturais, inovação e startups, matérias-primas críticas, educação, transporte combinado e setores emergentes, como o desenvolvimento da indústria de algas.

Entre os acordos assinados pelos dois países também estão memorandos e declarações de intenções voltados à promoção da tradução de obras literárias, à valorização contemporânea das viagens de Goethe pela Itália, à cooperação em inovação e desenvolvimento de startups, à colaboração estratégica em matérias-primas críticas, à pesquisa acadêmica e ao fortalecimento do transporte intermodal.

O apoio à Ucrânia também ocupa posição central no acordo de segurança. Itália e Alemanha reafirmaram o compromisso com uma "paz justa e duradoura" e com a concessão de garantias de segurança sólidas a Kiev assim que as condições permitirem.

O texto prevê coordenação bilateral em fóruns internacionais, continuidade do treinamento das forças ucranianas no âmbito da Missão de Assistência Militar da União Europeia e a doação de suprimentos militares.

Os dois países também se comprometem a ampliar, sempre que possível, o apoio à infraestrutura energética crítica da Ucrânia e à resiliência cibernética civil, reconhecendo a importância dessas ações para a proteção da população e a estabilidade do país em meio ao conflito com a Rússia.

Coletiva 

Em declaração à imprensa, Meloni enfatizou que a Itália e a Alemanha "estão mais próximas hoje do que nunca" e destacou que o estreitamento das relações representa "uma boa notícia para o nosso povo e para a Europa como um todo", em um momento que classificou como decisivo para o futuro do continente.

No plano econômico, a primeira-ministra disse haver convergência com Merz sobre a necessidade de uma mudança profunda na competitividade europeia. Segundo ela, uma abordagem "ideológica" da transição verde teria prejudicado a indústria sem benefícios ambientais concretos. "Há espaço para corrigir erros e evitar o declínio industrial, mas isso exige coragem", afirmou.

"No dia 12 de fevereiro, apresentaremos em Bruxelas um documento conjunto não oficial focado em várias prioridades urgentes, como simplificar a burocracia europeia, fortalecer o mercado único, revitalizar a indústria automobilística sob a bandeira da neutralidade tecnológica e uma política comercial ambiciosa baseada em regras comuns e condições equitativas", acrescentou.

Meloni declarou ainda que a Europa deve escolher "se pretende ser protagonista do seu próprio destino ou se vai sofrer as consequências" e "isso exige clareza, responsabilidade e coragem".

Além disso, a premiê comunicou a decisão da Itália de aderir ao acordo multilateral sobre exportação de armas já existente entre Alemanha, França, Espanha e Reino Unido. Segundo ela, os sistemas produtivos europeus podem contribuir para a construção de um pilar europeu mais sólido dentro da Otan.

Questionada sobre se a aproximação ítalo-alemã teria como objetivo se proteger da postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Europa, Meloni negou.

"Nosso desejo de cooperar com os EUA permanece firme. A Itália e a Alemanha estão entre as nações europeias que mantêm relações privilegiadas com os EUA, em parte devido à presença de bases americanas em seus países. Elas podem contribuir para essa relação, principalmente se trabalharem juntas, também graças a uma abordagem pragmática e não instintiva em relação aos EUA." 

Ansa - Brasil
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