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Itália busca protagonismo na Otan e reforça foco no flanco sul da aliança

Tajani reiterou apoio à Ucrânia e disse não ter novidades sobre retirada de tropas dos EUA

22 mai 2026 - 07h58
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O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta sexta-feira (22) que o país pretende assumir um papel de liderança dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa, destacando o compromisso italiano com a segurança do continente e com as missões da aliança militar.

    Ao chegar à reunião ministerial da Otan em Helsingsborg, Tajani declarou que, embora reconheça a posição de destaque da Alemanha como principal potência industrial europeia, a Itália quer ampliar sua influência tanto na União Europeia quanto na aliança.

    "Há um grande compromisso, inclusive em termos do número de tropas destacadas. Portanto, a Itália fará sua parte; fará parte da liderança da Otan na Europa", afirmou o chanceler.

    Durante o encontro do Conselho do Atlântico Norte, Tajani também destacou a crescente importância estratégica da África, do Mediterrâneo e do chamado flanco sul para a Otan. Segundo ele, os desafios de segurança na região exigem maior atenção da aliança.

    O ministro reiterou ainda a posição italiana de que o Irã não deve obter armas nucleares e defendeu a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Tajani afirmou que, após um eventual cessar-fogo, a Itália está pronta para contribuir com uma missão internacional na região sob bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU).

    "A África e o Mediterrâneo, e consequentemente o flanco sul, são cada vez mais uma prioridade estratégica para a aliança atlântica", declarou.

    No campo da defesa europeia, Tajani defendeu o fortalecimento da indústria militar do continente, mas ressaltou que a cooperação deve incluir aliados estratégicos fora da União Europeia, como Estados Unidos, Turquia, Reino Unido e Japão.

    "Para garantir a paz, a Otan precisa, obviamente, ser mais forte, a Otan na Europa precisa ser mais forte; precisamos de uma defesa verdadeiramente europeia. Mesmo em relação aos aspectos industriais, é correto comprar da indústria europeia, mas também é correto expandir nossas oportunidades para países aliados", enfatizou.

    O chanceler italiano também comentou as especulações sobre uma possível redução da presença militar dos Estados Unidos na Europa. Para ele, uma diminuição do contingente americano seria um erro estratégico.

    "Não houve nenhuma decisão ou comunicação dos Estados Unidos em relação à Itália", afirmou ele, destacando que, na sua opinião, "seria um erro" reduzir a presença americana na Europa e lembrando que Washington anunciou recentemente o envio de mais tropas para a Polônia.

    Sobre a guerra na Ucrânia, Tajani reiterou o apoio do governo italiano a Kiev e afirmou que Roma continuará oferecendo ajuda militar, financeira e política ao país.

    "A Itália está fazendo o máximo possível, ajudamos a Ucrânia de todas as maneiras possíveis", declarou ele. "Acredito que o reconhecimento de Zelensky, e de todos os ucranianos, é notório". .

Ansa - Brasil
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