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Israel fechará consulado britânico após Reino Unido, França e Canadá proibirem importações de assentamentos

8 set 2026 - 10h08
(atualizado em 9/9/2026 às 08h52)
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Resumo
Israel anunciou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental e vetará a entrada de certas autoridades britânicas no país. A decisão é uma retaliação aos planos de Reino Unido, França e Canadá de bloquear importações de assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pela comunidade internacional. Israel acusou o governo britânico de ingerência política indevida, enquanto os países aliados buscam pressionar contra a expansão que ameaça a viabilidade da solução de dois Estados.

Israel anunciou nesta terça-feira que fechará o consulado britânico em Jerusalém Oriental em resposta aos planos do Reino Unido, da França e do Canadá de bloquear as importações provenientes dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

O Reino Unido também não participará mais de uma missão de coordenação ⁠liderada pelos Estados Unidos para Gaza, e alguns funcionários britânicos e outros ‌cidadãos terão a entrada em Israel proibida, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar.

"A atitude britânica é moralmente distorcida e ‌constitui uma interferência flagrante nos assuntos de um ‌Estado soberano e em seu processo eleitoral", disse ele, descrevendo ⁠os comentários do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, como acusações que eram "mentiras ultrajantes".

O consulado britânico em Jerusalém Oriental é credenciado junto à Autoridade Palestina na Cisjordânia.

Saar disse que havia coordenado a resposta de Israel com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Israel realizará eleições no ‌final de outubro.

MEDIDAS COMERCIAIS

As medidas comerciais propostas pelo Reino Unido, França e ‌Canadá nesta terça-feira são as ⁠mais recentes de ⁠uma série de ações voltadas contra a política de assentamentos de Israel e ⁠ressaltam o crescente isolamento diplomático israelense ‌entre alguns de seus aliados ‌tradicionais.

Um grupo mais amplo de países sinalizou nesta terça-feira que estava preparado para tomar novas medidas em defesa da solução de dois Estados — um Estado palestino coexistindo pacificamente ao lado de Israel. A ⁠preocupação está aumentando em relação à expansão dos assentamentos e à violência na Cisjordânia ocupada por Israel.

Miliband afirmou nesta terça-feira que o Reino Unido não poderia mais simplesmente "denunciar" a injustiça e o sofrimento, mas precisava agir para se opor à expansão ‌dos assentamentos, que, segundo ele, ameaçavam a viabilidade de um Estado palestino.

As Nações Unidas, os palestinos e a maioria dos países consideram os ⁠assentamentos ilegais segundo o direito internacional. Israel contesta isso.

"Sucessivos governos canadenses têm defendido a posição de que a solução de dois Estados é o caminho a seguir para uma paz de longo prazo que também atenda às legítimas preocupações de segurança de Israel. Os assentamentos ilegais na Cisjordânia prejudicam significativamente esses objetivos", escreveu a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, no X.

Uma reportagem da Reuters publicada nesta terça-feira revelou que o governo de Israel está financiando alguns dos colonos mais radicais da Cisjordânia, que utilizam fazendas-posto-avançado ilegais para expulsar palestinos.

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