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Irã pode ficar até dois meses sem exportações de petróleo antes de cortar produção, dizem analistas

15 abr 2026 - 14h42
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O Irã pode suportar uma interrupção ‌completa das exportações de petróleo por até dois meses antes de ser forçado a reduzir a produção, disseram analistas, após o início do bloqueio dos Estados Unidos à entrada e saída de navios dos portos do país em 13 de abril.

O bloqueio pode impedir que cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) de ⁠petróleo bruto iraniano cheguem à China, seu principal comprador.

Qualquer paralisação da produção iraniana se ‌somaria aos mais de 12 milhões de bpd de suprimento já interrompidos pela guerra regional, apertando ainda mais os mercados e elevando os preços do petróleo.

Com ‌suas exportações bloqueadas, o Irã terá que desviar ‌o petróleo bruto para tanques de armazenamento em terra. Quando esses tanques ⁠estiverem cheios, o membro da Opep terá de reduzir a produção.

A consultoria FGE NextantECA estima que o Irã tenha cerca de 90 milhões de barris de capacidade de armazenamento disponível de petróleo bruto em terra, de uma capacidade total de aproximadamente 122 milhões de barris.

"O Irã pode sustentar a produção atual de cerca de 3,5 milhões de ‌bpd por aproximadamente dois meses sem exportações, o que pode ser estendido para cerca ‌de três meses com ⁠um modesto corte de ⁠produção de 500.000 bpd", disse a FGE NextantECA em uma nota.

As refinarias domésticas iranianas processam ⁠cerca de 2 milhões de bpd de ‌petróleo, acrescentou.

Autoridades iranianas relevantes não ‌estavam imediatamente disponíveis para comentários.

A Energy Aspects supõe um armazenamento onshore disponível significativamente menor, de cerca de 30 milhões de barris, com base em dados da Kayrros.

Nesse cenário, o Irã poderia manter os níveis atuais de exportação por ⁠cerca de 16 dias antes de a capacidade de armazenamento se esgotar, com base em níveis de exportação de 1,8 milhão de bpd.

"O bloqueio pode não ter um impacto significativo sobre a produção iraniana em abril, mas se continuar em maio, a produção precisará ser reduzida ‌substancialmente", disse Richard Bronze, cofundador da Energy Aspects.

A consultoria presume que o Irã não pode utilizar toda a sua capacidade de armazenamento nominal -- dados históricos mostram ⁠que os estoques atingiram o pico de 92 milhões de barris em maio de 2020, o que provavelmente marca um teto realista.

Bronze também avalia que o Irã provavelmente vai utilizar navios petroleiros disponíveis nos portos como armazenamento flutuante, atrasando os cortes de produção.

As Forças Armadas dos EUA disseram que mais embarcações estavam sendo repelidas pelo bloqueio, incluindo o navio-tanque Rich Starry, de propriedade chinesa, que está sob sanções dos EUA e que foi visto voltando pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira.

Oito navios petroleiros ligados ao Irã foram interceptados desde o início do bloqueio, na segunda-feira, informou o Wall Street Journal. Um destróier dos EUA parou dois navios-tanque que tentavam deixar o porto iraniano de Chabahar, no Golfo de Omã, na terça-feira, disse uma autoridade dos EUA.

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