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Irã pede que Papa interceda junto aos EUA contra sanções ao setor aéreo

Medidas dos Estados Unidos inviabilizaram aviação civil no país persa

8 out 2026 - 14h23
(atualizado às 14h45)
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Resumo
O embaixador do Irã na Santa Sé pediu a intercessão do Papa junto aos Estados Unidos para suspender as sanções impostas ao setor aéreo do país. O diplomata classificou as restrições de Washington como injustas e desumanas, ressaltando graves impactos à população, como prejuízos a tratamentos médicos e aos estudos. A medida norte-americana visa asfixiar a economia de Teerã e forçar um acordo para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, inviabilizando voos e violando direitos fundamentais.

O embaixador do Irã junto à Santa Sé, Mohammad Hossein Mokhtari, enviou uma carta ao papa Leão XIV pedindo que o pontífice interceda junto ao governo dos Estados Unidos para derrubar as restrições ao tráfego aéreo impostas por Washington.

Papa Leão XIV celebra missa no Vaticano
Papa Leão XIV celebra missa no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o diplomata, as medidas são "injustas e desumanas" e violam direitos fundamentais. Na carta, Mokhtari solicitou que o Papa "peça de modo explícito e firme" à Casa Branca que evite a "violação de direitos fundamentais por meio da imposição de restrições injustas e desumanas ao tráfego aéreo".

O embaixador argumenta que, sem voos, há pessoas que não conseguem receber tratamento médico, famílias que não podem se reunir e estudantes que não conseguem concluir seus cursos. "É preciso pedir ao governo dos Estados Unidos, que se esquiva de suas responsabilidades e viola a lei, que avalie seriamente, antes de adotar restrições de amplo alcance, suas consequências humanas", escreveu o diplomata.

Mokhtari também disse ao pontífice que líderes religiosos devem unir suas vozes em torno de "um princípio comum: seres humanos inocentes e povos oprimidos têm de ser defendidos".

Em setembro passado, os EUA anunciaram sanções secundárias a prestadores de serviços aéreos que mantinham relações com empresas do setor de aviação no Irã, inviabilizando, na prática, a operação de companhias do país persa.

A medida faz parte das tentativas de Washington de sufocar economicamente o regime iraniano e forçá-lo a aceitar um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Ansa - Brasil
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