Irã envia contraproposta, e Trump fala em 'grande passo'
No entanto o presidente disse que oferta ainda é insuficiente
O Irã enviou ao Paquistão uma contraproposta para o plano de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos para interromper o conflito no Oriente Médio, medida tratada pelo presidente Donald Trump como um "grande passo", mas ainda insuficiente.
Segundo a agência de notícias oficial Irna, a resposta do Irã se baseia em 10 itens e descarta um cessar-fogo temporário, sublinhando a "necessidade de um fim definitivo" da guerra.
Entre as exigências de Teerã estão um protocolo para a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz, ressarcimentos pelos danos sofridos durante o conflito e a revogação das sanções contra o país.
"É um passo significativo, mas ainda não é o bastante", declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva de imprensa em Washington. "A guerra pode acabar rapidamente se eles fizerem algumas coisas", assegurou.
O mandatário ainda admitiu que os EUA enviaram armas para manifestantes no Irã, na esperança de derrubar o regime vigente na República Islâmica há quase 50 anos, porém os equipamentos acabaram nas mãos de "outros grupos".
Durante a manhã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, havia dito que a proposta de 15 pontos do governo Trump "não era aceitável de nenhuma maneira" e que as negociações de paz são "incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra".
O plano dos EUA envolve um cessar-fogo temporário para dar tempo às tratativas e o compromisso de Teerã de não desenvolver armas nucleares, desativar as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow, encerrar o financiamento a grupos aliados no Oriente Médio, limitar seu programa de mísseis balísticos e liberar a navegação no Estreito de Ormuz.
No último domingo (5), Trump disse que o Irã teria até esta terça-feira (7) para abrir a "p? do estreito", poucos dias após ter afirmado que os EUA não precisavam de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
De acordo com o presidente, se Teerã não ceder, as forças americanas atacarão pontes e usinas de energia no país.