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Irã deve apresentar proposta por escrito para resolver impasse com EUA, diz autoridade norte-americana

19 fev 2026 - 09h01
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O Irã deve submeter ‌uma proposta por escrito sobre como superar o impasse com os Estados Unidos após as negociações entre os dois países em Genebra na terça-feira, disse uma autoridade sênior norte-americana à Reuters nesta quarta-feira.

Os principais conselheiros de segurança nacional se ⁠reuniram na Sala de Situação da Casa Branca para discutir ‌o Irã e foram informados de que todas as forças norte-americanas destacadas para a região devem estar posicionadas ‌até meados de março, disse a autoridade.

O ‌secretário de Estado, Marco Rubio, se reunirá com ⁠o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Israel no fim de semana de 28 de fevereiro, disse a autoridade.

As discussões indiretas de terça-feira em Genebra entre os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, juntamente com o ministro das Relações ‌Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, tiveram como objetivo lidar com uma crise ‌crescente entre os ⁠dois países.

Os ⁠Estados Unidos querem que o Irã desista de seu programa nuclear, e ⁠o Irã se recusa ‌terminantemente e nega que ‌esteja tentando desenvolver uma arma atômica.

O Irã concordou em fazer uma proposta por escrito sobre como abordar as preocupações dos EUA durante as negociações em Genebra, disse a ⁠autoridade sênior norte-americana.

"Estamos atualmente aguardando isso dos iranianos", disse.

Os EUA têm buscado expandir o escopo das negociações para questões não nucleares, como o arsenal de mísseis do Irã. O Irã afirma que está ‌disposto apenas a discutir restrições ao seu programa nuclear, em troca do alívio das sanções, e que não abandonará ⁠completamente o enriquecimento de urânio nem discutirá seu programa de mísseis.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres nesta quarta-feira que houve algum progresso em Genebra, mas que "ainda estamos muito distantes em algumas questões".

Trump ordenou um grande reforço militar na região, enquanto contempla o uso da força com um segundo porta-aviões a caminho.

"O presidente ordenou o reforço contínuo na região, incluindo a chegada do segundo porta-aviões. Todas as forças devem estar em posição em meados de março", disse a autoridade dos EUA.

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