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Irã anuncia retorno às negociações do acordo nuclear

Encontros haviam sido suspensos em junho e voltarão em novembro

27 out 2021 13h44
| atualizado às 13h53
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O Irã aceitou retornar às negociações sobre o acordo nuclear em Viena, na Áustria, a partir de novembro, confirmou o vice-ministro das Relações Exteriores e chefe-negociador de Teerã, Ali Bagheri, nesta quarta-feira (27).

Mora e Bagheri se reuniram por diversas vezes nos últimos dias
Mora e Bagheri se reuniram por diversas vezes nos últimos dias
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O anúncio foi realizado pelo político após uma reunião com o mediador da União Europeia, Enrique Mora, em Bruxelas. As conversas formais em Viena haviam sido interrompidas em junho, após a eleição do novo presidente do país, Ebrahim Raisi.

"Tive uma conversa séria e construtiva com Enrique Mora sobre os fundamentos de uma negociação bem-sucedida. Concordamos em iniciar as negociações antes do final de novembro. A data exata será anunciada na próxima semana", escreveu Bagheri em suas redes sociais.

O alto representante europeu para a Política Externa, Josep Borrell, deve consultar os demais signatários do acordo de 2015, incluindo os Estados Unidos, para verificar a data para as novas conversas.

Chamado de Joint Comprehensive Plan of Action, ou apenas como JCPOA, o acordo nuclear foi firmado em 2015 pelo que ficou conhecido como grupo 5 + 1 (EUA, França, China, Rússia, Reino Unido - todos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas - mais a Alemanha). A União Europeia é uma das intermediadoras do pacto e Borrell é quem lidera as atuais negociações.

Em 2018, o então presidente norte-americano Donald Trump retirou o país da lista de signatários e voltou a impor sanções unilaterais contra os iranianos. Teerã, por sua vez, decidiu aumentar o enriquecimento de urânio para níveis muito acima dos concordados provocando um grande impasse sobre o JCPOA.

Com a eleição de Joe Biden, porém, os norte-americanos voltaram a acompanhar as conversas e manifestaram interesse em retornar para o acordo. Por isso, as atuais negociações em Viena são consideradas fundamentais para acalmar a situação. .
   

Ansa - Brasil   
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