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Irã anuncia acordo com Omã sobre gestão do Estreito de Ormuz

Ministério disse que declaração conjunta está sendo finalizada

5 ago 2026 - 13h18
(atualizado às 13h40)
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O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (5) um acordo com Omã sobre a gestão da navegação no Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e cujo bloqueio provocou uma disparada nos preços de energia nos últimos meses.

Mural de propaganda do regime em Teerã, capital do Irã
Mural de propaganda do regime em Teerã, capital do Irã
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"As coordenadas geográficas da rota prevista pelos dois lados foram acordadas e, caso certas terceiras partes não obstruam o processo, a declaração conjunta dos dois países, contendo as principais considerações e pontos de acordo, também se encontra na fase final de revisão e redação", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Irna.

Irã e Omã ficam um de cada lado dessa via marítima, por onde transitava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) antes do início da guerra no Oriente Médio.

Baghaei, no entanto, explicou que isso não significa que o estreito se tornará seguro para todas as embarcações. "Os fatores que tornam o Estreito de Ormuz inseguro ainda persistem por parte dos Estados Unidos, em particular o bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçadoras contra o Irã e seus interesses", acrescentou.

Na noite da última terça-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia se mostrado otimista a respeito de um acordo sobre a rota marítima, e a iminência de uma solução motivou o republicano a adiar novos ataques massivos contra o Irã. Ainda assim, ele prometeu retomar os bombardeios caso a situação não seja resolvida.

Até o início da guerra dos EUA e de Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, o estreito permanecia aberto e sem restrições à navegação, porém o conflito levou o Irã a assumir o controle da via marítima, que hoje está repleta de minas aquáticas, e bloquear a passagem de navios mercantes.

Ansa - Brasil
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