Irã anuncia acordo com Omã sobre gestão do Estreito de Ormuz
Ministério disse que declaração conjunta está sendo finalizada
O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (5) um acordo com Omã sobre a gestão da navegação no Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e cujo bloqueio provocou uma disparada nos preços de energia nos últimos meses.
"As coordenadas geográficas da rota prevista pelos dois lados foram acordadas e, caso certas terceiras partes não obstruam o processo, a declaração conjunta dos dois países, contendo as principais considerações e pontos de acordo, também se encontra na fase final de revisão e redação", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Irna.
Irã e Omã ficam um de cada lado dessa via marítima, por onde transitava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) antes do início da guerra no Oriente Médio.
Baghaei, no entanto, explicou que isso não significa que o estreito se tornará seguro para todas as embarcações. "Os fatores que tornam o Estreito de Ormuz inseguro ainda persistem por parte dos Estados Unidos, em particular o bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçadoras contra o Irã e seus interesses", acrescentou.
Na noite da última terça-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia se mostrado otimista a respeito de um acordo sobre a rota marítima, e a iminência de uma solução motivou o republicano a adiar novos ataques massivos contra o Irã. Ainda assim, ele prometeu retomar os bombardeios caso a situação não seja resolvida.
Até o início da guerra dos EUA e de Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, o estreito permanecia aberto e sem restrições à navegação, porém o conflito levou o Irã a assumir o controle da via marítima, que hoje está repleta de minas aquáticas, e bloquear a passagem de navios mercantes. .
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