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Integrantes da Otan discutem opções para Estreito de Ormuz sem envolvimento da aliança

21 ago 2026 - 14h11
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Resumo
O comando da Otan realizou uma reunião para coordenar contribuições de países aliados na defesa da navegação no Estreito de Ormuz, sem que a ação se configure como uma missão oficial da aliança. Liderados por França e Reino Unido, os membros buscam criar uma coalizão independente de cerca de doze países para reabrir e garantir a passagem de petróleo na região, evitando o envolvimento direto da Otan no conflito com o Irã, cuja concordância será necessária para um acordo de longo prazo.

O comandante-chefe da ‌Otan convocou uma videoconferência nesta semana para facilitar possíveis contribuições em apoio à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, informou seu porta-voz à Reuters, acrescentando que não ⁠se trata de uma missão da Otan.

"O ‌Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (Shape) organizou uma reunião com os aliados interessados, ‌no nível de chefes ‌de defesa, na quarta-feira, 19 de ⁠agosto de 26, a fim de facilitar suas possíveis contribuições para apoiar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", disse nesta sexta-feira um porta-voz do comandante-chefe da ‌aliança, o general da Força Aérea dos EUA ‌Alexus Grynkewich.

"Para deixar ⁠claro, ⁠esta não é uma missão da Otan. Mas, dada ⁠a capacidade ‌única da Otan de ‌reunir os aliados e compreender os recursos que eles podem mobilizar, faz sentido que a Otan atue como facilitadora dessa ⁠forma", acrescentou o porta-voz.

Os aliados da Otan têm procurado evitar o envolvimento direto no conflito com o Irã, concentrando-se, em vez disso, em ‌planos fora da aliança para reabrir o estreito, que, antes de fevereiro, transportava cerca ⁠de um quinto de todo o petróleo comercializado.

A França e o Reino Unido têm liderado os esforços para formar uma coalizão de cerca de uma dúzia de países a fim de garantir a passagem segura pelo estreito assim que as tensões diminuírem ou o conflito for resolvido, embora qualquer acordo de longo prazo exija, em última instância, a aquiescência iraniana.

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