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Indonésia prorroga busca por vítimas de tragédia; tremor em Java mata 3

11 out 2018
08h49
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A Indonésia prorrogou nesta quinta-feira as buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,5 e do tsunami na ilha de Sulawesi a pedido dos familiares das muitas pessoas ainda desaparecidas, informou a agência nacional de mitigação de desastres.

Homem em meio a destroços de terremoto em Palu, na Indonésia 11/10/2018 REUTERS/Darren Whiteside
Homem em meio a destroços de terremoto em Palu, na Indonésia 11/10/2018 REUTERS/Darren Whiteside
Foto: Reuters

Cerca de 10 mil agentes de resgate se empenhavam no que teria sido o último dia de buscas nas ruínas da cidade litorânea de Palu, atingida pelo desastre duplo no dia 28 de setembro, enquanto parentes torciam para que seus entes queridos fossem encontrados para receberem um enterro digno.

Mas o porta-voz da agência de desastres disse durante um boletim à imprensa em Jacarta que a busca continuará até a noite de sexta-feira.

O saldo oficial de mortes chegou a 2.073. Ninguém sabe quantas pessoas ainda podem ser encontradas nos bairros arrasados de Palu, mas podem chegar a 5 mil, disse a agência de desastres.

Se ainda fosse necessário algum lembrete das placas tectônicas da Indonésia, ele veio na forma de um tremor de magnitude 6 no litoral das ilhas de Java e Bali na manhã desta quinta-feira, que matou três pessoas em Java, danificou edifícios e causou pânico.

Encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial acontecem nesta semana em Bali e contam com a presença de mais de 19 mil delegados e outros convidados, incluindo ministros, chefes de bancos centrais e líderes de alguns países.

Em Palu, no litoral oeste de Sulawesi, centenas de quilômetros a leste de Bali, sobreviventes aguardavam notícias junto aos escombros que sepultaram seus parentes enquanto trabalhadores e escavadeiras operavam.

"Não tenho mais lágrimas, só o que quero é encontrá-los", disse Ahmad, agricultor de 43 anos que esperava junto a uma pilha de destroços que um dia foi sua casa no bairro de Balaroa, em Palu.

Sua esposa e suas duas filhas estão desaparecidas nas ruínas.

Balaroa e outros bairros de Palu foram devastados pela liquefação, que acontece quando um terremoto abala um terreno suave e úmido e o transforma em um líquido viscoso e turvo.

A terceira filha de Ahmad ficou gravemente ferida e foi levada à cidade de Makassar para receber tratamento.

"Ela é tudo que me sobrou. Tudo que eu possuía, todo o resto, se foi", disse.

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