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Imprevisibilidade de Trump gera mais incerteza e piora crise no Oriente Médio

O presidente americano, Donald Trump, afirma que negociações foram iniciadas com o Irã para uma saída da guerra. Enquanto Teerã nega, a crise no Oriente Médio não dá sinais de desescalada. A imprevisibilidade do líder americano poderia gerar mais incerteza e piorar a crise na região.

25 mar 2026 - 06h00
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"Escalada potencial, impasse ou saída da crise?", questiona o jornal francês Libération nesta quarta-feira (25). Enquanto mísseis e drones continuam atingindo vários países da região, surgem sinais de tentativas de diálogo entre Estados Unidos e Irã.

Vários países dizem atuar como intermediários, entre eles Egito e Paquistão. Ao mesmo tempo, países do Golfo demonstram disposição de se envolver mais no conflito ao lado de Washington. Para especialistas ouvidos pelo Libération, a narrativa diplomática de Trump é confusa, incerta e cheia de riscos, saturada de informações falsas e dinâmicas contraditórias. 

O jornal afirma que a situação reforça a instabilidade regional e fragiliza a economia mundial. A situação no Oriente Médio continua difícil de decifrar e sua saída, ainda mais nebulosa, resume. 

Método conhecido

O Le Figaro lembra que o método de alternar ameaças extremas e declarações conciliatórias é uma técnica de negociação frequentemente usada por Trump e por seu entorno. O presidente americano e seus apoiadores elogiam sua "imprevisibilidade", que permitiria manter abertas várias opções de reação, deixando o adversário em estado de incerteza.

Mas, segundo o jornal francês, essa técnica, eficaz no episódio do tarifaço, funciona menos em tempos de guerra. Ela reduz a credibilidade de suas declarações, sejam agressivas ou pacíficas, reforça a impressão de improvisação em vez de uma estratégia clara e mina a confiança mínima necessária para que negociações avancem e se encontrem soluções.

Especialistas entrevistados pelo Le Monde questionam se o Irã ainda confiará nos Estados Unidos depois dos ataques de junho de 2025 e dos de 28 de fevereiro, que ocorreram em plena fase de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

As divergências entre os dois lados continuam profundas. Washington exige que a República Islâmica cesse o enriquecimento de urânio, enquanto Teerã se recusa, pedindo o fim das sanções contra o país e garantias de que ataques americanos e israelenses não se repetirão. Enquanto isso, Israel afirma que continuará os bombardeios no Irã e no Líbano até desmantelar o programa nuclear iraniano.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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