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Iata alerta que restabelecimento de abastecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com reabertura de Estreito de Ormuz

8 abr 2026 - 08h50
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O chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata na sigla em inglês), que representa as companhias aéreas globais, alertou nesta quarta-feira que levaria meses para que o fornecimento de combustível de aviação se recuperasse, mesmo que o Irã reabra o Estreito ⁠de Ormuz, devido a interrupções na capacidade de refino do ‌Oriente Médio.

O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas depois da mão de obra, representando normalmente cerca de ‌27% das despesas operacionais, de acordo ‌com a Iata. 

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo ⁠Irã, como parte das medidas de retaliação na guerra, sufocou o fornecimento de combustível de aviação em todo o mundo, e as notícias de um cessar-fogo e a possibilidade de uma passagem segura por Ormuz fizeram com que as ações das ‌companhias aéreas disparassem.

O petróleo caiu abaixo de US$100 por barril depois ‌que o presidente ⁠dos Estados Unidos, ⁠Donald Trump, disse que havia concordado com um cessar-fogo de duas semanas ⁠com o Irã, que estava ‌sujeito à reabertura imediata ‌e segura do Estreito de Ormuz.

Willie Walsh, diretor-geral da Iata, disse a repórteres em Cingapura que, embora espere a queda dos preços do petróleo bruto, os custos do ⁠combustível de aviação provavelmente permanecerão ligeiramente elevados devido ao impacto nas refinarias.

"Se for reaberto e permanecer aberto, acho que ainda levará alguns meses para que o fornecimento volte ao nível necessário, dada a interrupção da capacidade ‌de refino no Oriente Médio", disse Walsh.

Ele evitou comparações com a pandemia da Covid-19, que prejudicou as viagens ao redor ⁠do mundo.

"Isso não é semelhante à Covid. Não se trata de uma crise nem perto do que vivemos (na Covid)", disse ele. "Na Covid, a capacidade foi reduzida em 95% porque as fronteiras foram fechadas. Não estamos nem perto disso."

A situação era mais comparável a outros choques, como as recessões de 2008 a 2009 ou as consequências dos ataques de 11 de setembro de 2001, acrescentou.

"Após o 11 de setembro, a recuperação levou cerca de quatro meses. Em 2008-2009, provavelmente levou de 10 a 12 meses", disse ele.

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