Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Houthis dizem ter atacado instalações petrolíferas e aeroportos sauditas; coalizão afirma ter interceptado mísseis

24 out 2026 - 14h16
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Em meio à escalada do conflito regional, rebeldes houthis afirmaram ter atacado aeroportos e instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita, além de bases em Áden, no Iêmen. Em resposta, a coalizão liderada por Riad interceptou mísseis e drones, emitindo alertas de perigo em várias cidades. A intensificação dos confrontos rompe a trégua mediada pela ONU em 2022 e amplia as tensões ligadas ao confronto indireto com o Irã. Não há confirmação oficial sobre danos nos alvos sauditas.

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, disseram que atacaram instalações ‌petrolíferas e aeroportos da Arábia Saudita neste sábado, enquanto a coalizão liderada pelos sauditas que combate o grupo afirmou ter interceptado dois mísseis, à medida que os confrontos entre os dois lados se intensificam.

Em outra frente do conflito em escalada reavivado pela guerra envolvendo o Irã, o governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita informou que os houthis também dispararam três mísseis balísticos contra instalações ⁠da guarda costeira na cidade portuária de Áden, no sul do país, sem relatos de vítimas.

Não houve ‌confirmação imediata por parte das autoridades sauditas sobre os relatos, e não estava claro se os ataques reportados atingiram seus alvos no reino ou se foram interceptados.

O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, ‌afirmou que o grupo teve como alvo o Aeroporto Internacional ‌Rei Khalid, em Riad, uma instalação da Aramco em Yanbu, a refinaria de petróleo ⁠de Rabigh, estações de bombeamento de petróleo bruto e o oleoduto East-West.

Ele também disse que o grupo atacou o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, um aeroporto em Najran e uma base aérea em Khamis Mushait.

Mais cedo neste sábado, a Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu brevemente alertas advertindo moradores sobre um possível perigo em Taif e Yanbu, bem como na cidade sagrada de Meca e ‌em Jeddah, a segunda maior cidade do reino. Cerca de dez minutos depois, o órgão informou que ‌a ameaça havia passado.

As interceptações ⁠ocorreram dois dias após ⁠os houthis afirmarem ter atacado o Ministério da Defesa saudita, em Riad, instalações da gigante petrolífera Saudi Aramco na ⁠cidade de Yanbu, às margens do Mar Vermelho, e ‌o Aeroporto Internacional Rei Fahd, ‌em Dammam, onde autoridades sauditas disseram que duas pessoas morreram.

A Aramco orientou funcionários a evacuarem sua sede na cidade de Dhahran, no Golfo, disseram à Reuters, na quinta-feira, seis fontes com conhecimento do assunto.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou na quinta-feira que interceptou drones ⁠sobre Riad e Medina, não muito longe de Yanbu. Na quarta-feira, os houthis negaram ter lançado drones em direção a Medina, após a coalizão afirmar que havia interceptado aeronaves não tripuladas sobre a cidade sagrada e sobre a Região Oriental da Arábia Saudita.

No Iêmen, o Ministério do Interior do governo internacionalmente reconhecido informou que os houthis dispararam ‌três mísseis balísticos contra instalações da guarda costeira em Áden neste sábado. Dois mísseis atingiram o quartel-general da guarda costeira no complexo do ministério, enquanto um terceiro atingiu um edifício da ⁠guarda costeira no distrito de Tawahi, segundo o ministério.

Em comunicado separado, Saree afirmou que as forças houthis atacaram concentrações de tropas apoiadas pela Arábia Saudita no que chamou de Campo Al-Nasr e em uma base naval militar em Áden, alegando que oficiais sauditas supervisionavam a mobilização no local. A coalizão liderada pelos sauditas não comentou imediatamente a declaração.

Os houthis advertiram companhias aéreas no início deste mês a não utilizarem o espaço aéreo saudita, excetuando apenas o espaço aéreo sobre Meca e Medina, à medida que aumentavam os ataques contra o reino.

A retomada dos combates destruiu a trégua mediada pela ONU em 2022, que havia interrompido em grande medida os ataques transfronteiriços entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, e os houthis, que controlam a capital Sanaa. A escalada abriu mais uma frente na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra