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Houthis atacam petroleiro com bandeira do Panamá perto do Iêmen, dizem militares dos EUA

18 mai 2024 - 14h24
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Militantes houthis apoiados pelo Irã atacaram neste sábado um petroleiro com bandeira do Panamá na costa do Mar Vermelho, no Iêmen, com um míssil antinavio, mas a tripulação conseguiu restabelecer a energia e manter o curso, de acordo com militares norte-americanos.

Não houve relatos de vítimas, afirmou o Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos em comunicado na rede social X.

O incidente foi o mais recente em meses de ataques a navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden pelos houthis, que tomaram o controle da maioria dos principais centros populacionais do Iêmen em uma guerra civil, em oposição à guerra de Israel em Gaza.

Os houthis lançaram um único míssil antinavio contra um petroleiro de propriedade grega, o M/T Wind, por volta da 1h da manhã (horário local), causando alagamento que danificou sua propulsão e direção, disse o Centcom.

Uma embarcação de uma coalizão marítima liderada pelos EUA respondeu imediatamente, mas a tripulação conseguiu restabelecer energia e direção, não sendo necessária nenhuma assistência, e o navio "retomou seu curso por conta própria", afirmou.

"Este comportamento maligno e imprudente dos houthis apoiados pelo Irã ameaça a estabilidade regional e põe em perigo a vida dos marinheiros no Mar Vermelho e no Golfo de Aden", disse o Centcom.

A empresa britânica de segurança Ambrey afirmou que o ataque ocorrou cerca de 10 milhas náuticas a sudoeste da cidade portuária de Moca, e que o míssil havia causado um incêndio no compartimento do equipamento de direção.

Separadamente, a agência britânica de operações de comércio marítimo disse mais cedo que uma embarcação no Mar Vermelho havia sido atingida por um objeto não identificado, e que estava levemente danificada.

"O navio e sua tripulação estão a salvo e seguem viagem para o próximo porto previsto", afirmou o órgão.

Os meses de ataques dos houthis no Mar Vermelho provocaram um grande problema nos fretes globais, forçando empresas a realizarem viagens mais longas e dispendiosas ao redor do sul da África. Em resposta, EUA e Reino Unido realizaram ataques contra o grupo.

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